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Brasil

15/09/2015


Tecnologia em alta: Pernambuco, uma ilha de ponta

Especial I

Dois centros de informática têm peso em Pernambuco: o Porto Digital e o C.E.S.A.R. Os dois ficam no Recife Antigo. O C.E.S.A.R e o Porto Digital abrigam no seu interior instituto de pesquisa, incubadoras/aceleradoras, empreendedores e visão global. Organização sem fins lucrativos, o C.E.S.A.R reinveste todo o seu lucro e boa parte dos empreendedores do Porto Digital surgiram desses recursos.

 

O CESAR

Reconhecido internacionalmente por sua excelência, o CESAR desenvolve soluções em todo o processo de geração de inovação com tecnologias da informação e comunicação – desde o desenvolvimento da ideia, passando pela concepção e prototipação, até a execução de projetos para empresas dos mais diversos setores, como: telecomunicações, eletroeletrônicos, defesa, automação comercial, financeiro, logística, energia, saúde e agronegócio. Contando com mais de 600 colaboradores, o instituto tem sede em Recife e está presente também nas regiões Sul, Sudeste e Norte, com filiais em Curitiba, Sorocaba e Manaus. Ligado à UFPE, o instituto tem foco em engenharia, educação e empreendedorismo.
Entre seus principais projetos, o CESAR é reconhecido pelo desenvolvimento de biossensores para detecção precoce do câncer de mama, pelo software que monitora informações de funcionamento dentro do carro e envia para a oficina, desenvolvido para a Troller e por criar uma forma de monitorar a maquinaria que faz a irrigação via tecnologia sem fio (GSM e Rádio), entre vários projetos. O instituto ainda atua diretamente em formação e capacitação de pessoas, com mais de 20 cursos de extensão e dois cursos de mestrado profissional já consolidados: Engenharia de Software e Design de Artefatos Digitais.
 

 

O Porto Digital

Localizado no Recife, sua atuação tem ênfase nos segmentos de games, multimídia, cine-vídeo-animação, música, fotografia e design. Guilherme Calheiros, diretor de Inovação e Criatividade afirma que o Porto cria o ambiente e fomenta desenvolvimento de inovações, reunindo no mesmo espaço institutos, empresas, universidades, órgãos de fomento, que vão em busca de incentivos fiscais. Há quinze anos, o parque tecnológico era formado por três empresas e 46 pessoas, atualmente abriga 253 empresas que faturam mais de R$ 1 bilhão de reais e geram mais de 7.100 empregos diretos. Desde o final de 2014, o parque também opera nas cidades de Caruaru e Petrolina.
Entre as tecnologias desenvolvidas pelo Porto Digital estão as bicicletas cor de laranja do Itaú, um seriado desenvolvido por uma empresa que surgiu na incubadora do Porto Digital e hoje tem contratos com a Sony (Mister plot). “Vamos instalar também o Centro de Desenvolvimento da Fiat/Chrysler. Esse centro vai atender a plataforma mundial da Fait, na área de software embarcado para o carro”, avisa. Neste ano seráa inaugurado o L.O.U.C.O – o Laboratório de Objetos Urbanos Conectados. Um ambiente para experimentação, desenvolvimento, prototipagem e teste de soluções focadas no aumento do bem-estar nas cidades, utilizando sensores, atuadores, robótica, drones, relógios, óculos e tecidos inteligentes. Calheiros ressalta que a meta para os próximos anos é triplicar o número de empregos diretos, chegando a 20 mil.
 

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