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Brasil

09/12/2015


Temer nega debandada do PMDB e diz que País vive “normalidade democrática”

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse que a tramitação do procedimento do impeachment pela Câmara dos Deputados e a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, na noite de terça-feira (8), de suspender o processo temporariamente, revelam que as instituições estão funcionando e que, por isso, o País vive um "regime de normalidade democrática extraordinária".

Em sua primeira declaração pública após a aceitação do pedido de abertura do impeachment, Temer declarou que vai se encontrar ainda nesta quarta-feira (9) com a presidente Dilma Rousseff, e que só depois comentaria o assunto. Sobre se haveria uma debandada do PMDB do governo, ele negou. Na última passada, o seu aliado Eliseu Padilha pediu demissão da Secretaria de Aviação Civil, alegando ser uma decisão pessoal.

Segundo o vice-presidente, com a preservação do trabalho das instituições será possível revelar que há no País uma "democracia plena". "A Câmara dos Deputados ontem fez uma deliberação do exercício legítimo às suas competências e, posteriormente em face de medida judicial, o Supremo suspendeu temporariamente essa medida, preliminarmente para exame posterior pelo Plenário. Isto revela exatamente que nós vivemos um regime de uma normalidade democrática extraordinária".

Na noite de quarta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, suspendeu a instalaçāo da comissão especial destinada a analisar o pedido de impeachment de Dilma. Com a decisão, os trabalhos têm de ser interrompidos até que o Plenário do Supremo analise o caso.

IG

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