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Alagoas

11/02/2016


Trilha na Reserva Tobogã homenageia artesões e artistas

Uma aventura repleta de cultura e empolgação, cercada pelas belezas naturais do meio ambiente. A trilha ecológica Caminho das Artes une diversidade ecológica e obras de artesãos e artistas plásticos de Alagoas. Criada dentro da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Tobogã, dentro do Sítio Tobogã, localizado no bairro de Fernão Velho, em Maceió, atualmente conta com 20 obras expostas para visitantes.

A trilha ecológica visa divulgar o trabalho de artesãos e artistas plásticos do Estado, que passam a ter a oportunidade de expor suas obras e propagar a arte alagoana em uma exposição, que pode ser apreciada por estudantes, com mediação das escolas, organizações sociais e população em geral. A expectativa é aumentar o número de obras na reserva.

A exposição "Caminho das artes" foi inaugurada no dia 23 de janeiro deste ano, com a participação da Gerência de Fauna, Flora de Unidades de Conservação do Instituto do Meio Ambiente (IMA), além dos artistas plásticos que têm as suas obras expostas e representantes da categoria.

Eduardo Jorge Purcell, artista plástico e proprietário da área há 34 anos, explica que dentro da reserva existem três trilhas: duas ecológicas e uma lúdica. Ele conta que a exposição teve grande aceitação entre os artistas alagoanos por ter a arte junto com a natureza, sendo uma integração importante e novidade para Alagoas.

"Estou muito satisfeito com o resultado. A intensão é que os estudantes possam ir a campo, realizar visitas, não só a parte lúdica, mas também esportiva e educação ambiental. Estabelecemos visitas para grupos a partir de 20 pessoas, por questão de prudência. Ter uma área como esta inserida na zona urbana é de um valor inestimável", disse o artista plástico.

RPPN

A Reserva Sítio Tobogã tem uma área de um hectare, sendo a menor RPPN do Estado. Está inserida na APA do Catolé e Fernão Velho, em Maceió, e tem duas nascentes de grande importância ambiental. A Reserva foi criada com objetivo de preservar o meio natural, sendo vedadas todas as interferências sobre o ecossistema que tem como principal bioma a Mata Atlântica.

Ludgero Barros, gerente de Fauna, Flora e Unidades de Conservação do IMA, frisou que a grande importância da trilha ecológica é conseguir passar para as pessoas as variedades florísticas e faunísticas existentes em Alagoas. Ele explica que existem 27 RPPN's no Estado, e que um dos grandes problemas é a sustentabilidade, além dos prejuízos e riscos, como queimadas dentro da área.

"Muitas pessoas que moram na cidade não sabem que dentro de Maceió existe uma área conservada como esta. É interessante para os professores passarem partes técnicas para os alunos, ajudando no conhecimento, é válido que os estudantes tenham aula de campo para entenderem o que de fato é o que eles estão vendo dentro das salas de aula e, assim como em outras disciplinas, na natureza é de suma importância", ressaltou.

Marco Diniz, assessor da Área de Proteção Ambiental (APA) do Catolé e Fernão Velho, onde está incluída a RPPN, explica que a trilha é voltada para visitação de estudantes, organizações sociais e população em geral. Segundo ele, os frequentadores podem apreciar os dois tipos de obra: o natural e o antrópico.

"Por se tratar de uma unidade que tem essa particularidade de estar inserida nesse meio antrópico que diariamente existe essa pressão de construções dentro da zona urbana, em Maceió, é importante que as pessoas, principalmente as crianças, que são os futuros adultos, tenham essa conscientização da preservação, porque cada vez mais o espaço está sendo ocupado e o natural está ficando de lado", afirmou.

Diniz acrescentou que é de suma importância que as crianças tenham conhecimento, para sentir a realidade. "Esta é a única RPPN de Alagoas que está incluída no complexo lagunar, e é interessante que as escolas se interessem para levar os cuidados da natureza para que as crianças já carreguem, desde muito novas, a prática da preservação ambiental", concluiu.

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