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Brasil

01/04/2014


Tucanos veem CPI como pontapé inicial da campanha de Aécio

POLÍTICA

A CPI da Petrobras é tratada por integrantes da oposição como o pontapé inicial da campanha. Para o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), que acompanhou ontem o presidenciável Aécio Neves em sua agenda em São Paulo, o debate sobre a estatal vai levar a outros assuntos com potencial para desgastar o governo, inclusive os gastos com a Copa do Mundo. Em sua opinião, além de eventuais problemas de má-gestão, temas como o preço das obras nas cidades-sedes (muitas vezes bastante acima do valor licitado), os critérios de indicação política dentro dos órgãos públicos e a centralização dos recursos na União são alguns temas que interessam à oposição e podem ganhar força. Para levar tais assuntos às ruas, o senador acredita que vai depender também das manifestações contrárias à Copa.

Segundo Bauer, a oposição no Congresso Nacional “é pequena” e não conseguiu levar tais assuntos ao debate em Brasília. Agora, a expectativa recai sobre uma pressão vinda das manifestações. “O governo vai ouvir das ruas o que a oposição não conseguiu colocar”, afirma. Ele aposta em uma onda de protestos durante a competição de futebol parecida com a que houve no ano passado. Perguntado, o senador mineiro Aécio Neves voltou a defender as investigações sobre a compra da refinaria de Pasadena, o suposto caso de suborno a um fornecedor holandês e a construção de refinarias e plataformas. Para Aécio, a possibilidade de inclusão de temas contrários à oposição na CPI, como as supostas relações do governo paulista com o cartel que teria atuado na venda de trens para o Metrô e a CPTM, é uma ameaça que não deve intimidar os tucanos.

Mais mineiro

Prestes a deixar o governo mineiro, o tucano Antonio Anastasia ainda não confirma sua candidatura ao Senado. Seu antecessor, o presidenciável Aécio Neves, é menos discreto ao falar sobre o assunto e já garante publicamente que o governador disputará uma vaga ao Senado.

Sem fazer água

Duro ao falar sobre as gestões de energia e petróleo no governo federal, Aécio Neves amenizou quando o tema foi o possível impacto eleitoral de falhas no abastecimento de água em São Paulo. O mineiro afirmou que os paulistas “conhecem” Alckmin e sabem que ele busca soluções.

Pai orgulhoso

O governador paulista Geraldo Alckmin se empolgou quando o presidenciável Aécio Neves defendeu a redução da maioridade penal nos moldes da proposta do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). O projeto foi rejeitado pela CCJ, mas vai a plenário após recurso . Alckmin é tido como o pai da ideia.

PT do Amapá desafia direção nacional

O PT do Amapá desafiou a direção nacional do partido e decidiu manter a aliança com Camilo Capiberipe (PSB), mesmo após o senador João Capiberipe, pai do governador, ter apoiado a CPI do Petrobras. Encontro de petistas do Estado no final de semana aprovou o apoio à reeleição de Camilo e o lançamento da atual vice-governadora, Dora Nascimento, ao Senado. O PT enviou ao Amapá o dirigente Jorge Coelho para acompanhar o caso. Houve até agressão física entre petistas.

Deputado entra com ação para investigar preço da gasolina

O deputado estadual paulista Fernando Capez (PSDB) ingressou com uma ação cautelar na Justiça Federal em São Paulo solicitando esclarecimentos sobre os critérios da Petrobras para estabelecer o preço da gasolina. Ele pede que sejam realizadas investigações sobre os cálculos do valor de venda dos combustíveis. “Falta transparência”, diz o deputado.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, durante ato sobre os 50 anos do golpe, em Brasília: “O ministro da Justiça tem o dever de pedir desculpas pelo arbítrio, pelo abuso, e assegurar que a memória daqueles que foram ofendidos seja restaurada e resgatada”

(do site iG)

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