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Pernambuco

24/07/2015


Túnel da Abolição alaga pela terceira vez em três meses

Inaugurado há três meses, o Túnel da Abolição, no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife, amanheceu alagado pela terceira vez, nesta sexta-feira (24). O equipamento ficou cheio de água desde essa noite (23), mas o trânsito só foi bloqueado pela manhã. A água começou a ser drenada às 5h, mas os veículos só puderam passar por lá três horas e meia depois.

A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) interditou desde cedo a Rua Real da Torre, no cruzamento com a Rua José Osório, para evitar congestionamentos próximo ao túnel. De lá, só era possível seguir para Afogados fazendo o retorno pelas avenidas Caxangá e General San Martin. O trânsito ficou muito complicado.
De acordo com a Secretaria das Cidades, a empresa responsável pela manutenção do túnel foi notificada desde o início da madrugada. Os reparos começaram a ser feitos às 5h, quando as bombas foram religadas para drenar a água. "Mas elas precisam de tempo. Na outra vez, foram duas horas", afirmou o gerente de Mobilidade da pasta, Gustavo Gurgel.

Segundo o gestor, o problema pode ter sido no sistema elétrico. Segundo Gurgel, a secretaria está fazendo implantando um sistema secundário, que servirá como um backup para o principal. "Provavelmente deu uma sobrecarga", explicou. O objetivo dessa ação é melhorar o sistema de drenagem, evitando novos alagamentos, mas a obra ainda não foi concluída.

Muita gente ficou surpresa com o alagamento do túnel, já que choveu pouco durante a noite. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas de Clima (Apac), só choveu no Recife até as 21h, com acúmulo de 21 milímetros até esse horário. O único lugar na capital pernambucana onde houve acúmulo significativo foi o Córrego do Jenipapo, na Zona Norte, com registro de 11 milímetros.

HISTÓRICO – A primeira vez em que ficou alagado foi na madrugada de 28 de maio, quando a Secretaria das Cidades atribuiu o problema a uma ação de vândalos, que teriam quebrado a chave-geral do quadro elétrico, que comanda o sistema de drenagem. O quadro ficava exposto logo abaixo da escada do túnel e, no dia seguinte ao alagamento, foi colocada uma grade de ferro para protegê-lo.

No entanto, o Túnel da Abolição ficou cheio novamente no último dia 12. Segundo a Secretaria das Cidades, uma pane elétrica impediu as bombas de drenagem de funcionarem normalmente.

O equipamento faz parte do Corredor Leste-Oeste, um conjunto de obras de mobilidade para a Copa do Mundo do ano passado que nunca ficou pronta. Agora, estão paradas. A construção do túnel também estava a passos lentos, mas o Governo do Estado entrou em acordo com o consórcio responsável, formado pelas construtoras Servix e Mendes Júnior, a última com dificuldades financeiras após ser investigada na Operação Lava Jato, para que concluísse a obra, orçada em R$ 16 mil. O túnel foi entregue com mais de um ano de atraso e cheio de problemas, como infiltrações.

Ne10

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