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Rio Grande do Norte

28/12/2015


Últimos pescadores resgatados na costa do Ceará chegam em Natal

Os dois pescadores potiguares, que continuavam internados em Fortaleza, chegaram em Natal neste domingo (27). Eles foram resgatados no último dia 24 de dezembro, após cinco dias à deriva em alto mar. Outros seis pescadores, que receberam alta na sexta-feira (25), chegaram na madrugada de ontem em Natal. Todos retornaram de ônibus, com ajuda de doações de dinheiro e roupas.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, um dos pescadores, Anderson da Paz, de 25 anos, afirmou que chegou a perder as esperanças de ser resgatado. “Eu cheguei a desistir de viver, eu vi a morte na minha frente”, disse. Ele não era pescador profissional, estava em alto mar pela primeira vez e contou como tudo aconteceu. “Saíamos daqui era 11h da sexta [dia 18]. Navegamos ainda quase 24 horas. Pegamos uns peixes e quando foi umas seis horas da manhã do sábado começou a entrar água no barco e todo mundo ficou desesperado. O problema foi na urna de gelo onde a gente guarda os peixes na frente do barco”, contou.

Os dois pescadores potiguares, que continuavam internados em Fortaleza, chegaram em Natal neste domingo (27). Eles foram resgatados no último dia 24 de dezembro, após cinco dias à deriva em alto mar. Outros seis pescadores, que receberam alta na sexta-feira (25), chegaram na madrugada de ontem em Natal. Todos retornaram de ônibus, com ajuda de doações de dinheiro e roupas.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, um dos pescadores, Anderson da Paz, de 25 anos, afirmou que chegou a perder as esperanças de ser resgatado. “Eu cheguei a desistir de viver, eu vi a morte na minha frente”, disse. Ele não era pescador profissional, estava em alto mar pela primeira vez e contou como tudo aconteceu. “Saíamos daqui era 11h da sexta [dia 18]. Navegamos ainda quase 24 horas. Pegamos uns peixes e quando foi umas seis horas da manhã do sábado começou a entrar água no barco e todo mundo ficou desesperado. O problema foi na urna de gelo onde a gente guarda os peixes na frente do barco”, contou.

Chagas, o comandante da embarcação Rei Artur, tentava acalmar a todos. Anderson lembra que foi tudo tão rápido, não restando tempo sequer para acionar socorro pelo rádio. Só houve tempo para abrir o bote no qual eles ficaram quase cinco dias. Durante o naufrágio, um balde caiu sobre a perna de Cleudo de Castro, 48 anos, e Anderson da Paz.

Depois do desespero do naufrágio, veio a incerteza do resgate. “Passou uns oito barcos por nós, desses grandes da Petrobras, mas nenhum parou. A gente só tinha um garrafão de água mineral de 20 litros para oito pessoas”. Dentro do bote, eles acharam ração para sobreviventes. “O que a gente comia era uns pedacinhos assim de ração de resgate”, gesticulou com as mãos , formando uma barra de cerca de dois centímetros quadrados. “E cada pedaço desse era para passar 24 horas, mas eu sentia logo fome”. Por volta das 4h da manhã do dia 24, véspera do natal, o bote inflável estourou. 

Tribuna do Norte

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