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Brasil

26/11/2014


Usuários sofrem com logística emperrada

Rio Grande do Norte

O estado do Rio Grande do Norte possui, em São Gonçalo do Amarante, um dos maiores aeroportos de carga do Brasil, que se emparelha com Garulhos, Viracopos e Confins. O Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves tem um edifício de estocagem e operações de importação e exportação composto de áreas de serviços e escritórios, com área de 4 mil m² e capacidade de processamento de 10 mil toneladas por ano. Além disso, o terminal tem capacidade para 6 milhões de passageiros por ano e terá, ao longo dos 28 anos de concessão, um investimento total de R$ 650 milhões, chegando a uma capacidade de 11 milhões de passageiros por ano, demanda esperada até 2038. É o primeiro no Brasil administrado 100% pela iniciativa privada, o Consórcio Inframerica, mas ainda assim depende do poder público para seu pleno funcionamento. Apesar de todo o investimento, o esforço para que ele possa servir como importante instrumento de desenvolvimento para a região pode ser em vão, por conta da logística do entorno comprometida.

Um dos entraves do acesso à localidade é a demora na construção dos 33,7 quilômetros de estrada duplicada, ligando o aeroporto à BR-406 pelo acesso Norte e às BRs 304 e 226 pelo acesso Sul. Logo na inauguração do aeroporto, em junho deste ano, o presidente da Inframérica, Alysson Paolinelli, ressaltou a importância de investir na logística da região. “As obras do novo terminal estão sendo entregues, mas é possível ver toda uma movimentação ao redor do terminal. Isso é positivo, representa expansão. Vamos ter hotel, posto de combustível, espaço para indústrias e logística. Espero, portanto, ter muito mais obras aqui ao redor para novos empreendimentos, o que vai trazer desenvolvimento para esta região”, afirmou Paolinelli.

No entanto, só a entrega do acesso ao aeroporto Aluízio Alves está sendo adiada desde abril deste ano. A obra dos acessos foi licitada em 2009, mas só teve início em agosto de 2013. O projeto, orçado em R$ 73 milhões, prevê a construção de 33,7 quilômetros de estrada duplicada, ligando o aeroporto à BR-406 (Ceará-Mirim) pelo acesso Norte e às BRs 304 (Macaíba), que estão paralisadas desde agosto, e BR 226 pelo acesso sul. De acordo com informações do site No Minuto, no acesso Norte, falta a duplicação da BR-406 a partir do bairro do Parque dos Coqueiros até Ceará-Mirim, e finalização do aeroporto por esta via, Já no acesso Sul só foi feita a terraplenagem. A iluminação e a sinalização dos acessos ficaram por conta da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, que investiu R$ 1,9 milhão no projeto.
A Revista NORDESTE entrou em contato com a assessoria do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) do Rio Grande do Norte, que afirmou que o prazo de conclusão realmente ficará para o próximo ano. Mas, durante a inauguração do aeroporto, Demétrio Torres, diretor do DER, declarou que as obras seriam entregues até agosto desse ano.

 

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