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Ceará

22/04/2015


Vacinação contra o sarampo é prorrogada no Ceará

O governo do Ceará prorrogou até 2 de maio a campanha de intensificação da vacinação contra o sarampo, em Fortaleza e Caucaia. As autoridades da saúde pública detectaram surto da doença em vários municípios cearenses e estão vacinando a população desde 23 de março. As pessoas com idade entre 5 anos e 29 anos estão sendo convocadas a se imunizar. O surto de sarampo ocorre desde dezembro de 2013.

O último boletim epidemiológico, divulgado no dia 17, mostra a notificação de 3.164 casos suspeitos da doença e 796 confirmações. Nenhum óbito foi registrado. O surto atinge atualmente sete cidades: Fortaleza, Caucaia, Horizonte, Trairi, Itaitinga, Guaiúba e Aquiraz. Fortaleza e Caucaia respondem por 82% dos casos confirmados em 2015.

De acordo com o levantamento parcial da Secretaria da Saúde, 64% da população de Fortaleza entre 5 anos e 29 anos já tomaram a vacina dupla viral que também protege contra a rubéola. Em Caucaia, a cobertura vacinal ainda é baixa: 27% das pessoas foram imunizadas. A meta da secretaria é vacinar aproximadamente 1,2 milhão de pessoas nos dois municípios, atingindo uma cobertura de 95%.

Mesmo quem já tinha sido imunizado é chamado a tomar a vacina novamente. A campanha anual de rotina que tem como público-alvo crianças a partir de 6 meses até 5 anos incompletos continua normalmente nos postos de saúde. Adultos entre 30 anos e 49 anos que nunca se vacinaram ou não têm comprovação de vacinação também podem ser imunizadas. O sarampo é uma doença infecciosa aguda, grave e altamente transmissível. A vacina é, atualmente, a única forma de proteção.

Antes do surto iniciado em dezembro de 2013, o Ceará estava há pelo menos 12 anos sem registrar casos da doença. Segundo a Secretaria da Saúde, a situação do estado é uma extensão do surto de sarampo ocorrido em Pernambuco, entre 2013 e 2014. No Brasil, a transmissão do vírus era considerada interrompida desde 2000, mas o Ministério da Saúde começou a registrar casos importados da doença entre 2001 e 2014.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) considera o restabelecimento da circulação do vírus após 12 meses seguidos com confirmações de casos. A Secretaria da Saúde do Ceará explica que, mesmo após 15 meses de surto, a condição endêmica ainda não foi decretada porque a Opas considera que o Brasil “vive um momento epidemiológico distinto dos cenários endêmicos de sarampo”.

No mundo, países como a Holanda, o Reino Unido, a Itália e Alemanha tiveram surtos recentes da doença. Nos continentes africano, asiático e na Oceania, a circulação do vírus é considerada endêmica.

Agência Brasil

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