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Brasil

21/11/2013


Vândalos fazem estrago em Salvador

BAHIA

 

Não escapa nada: muros, fachadas, transportes coletivos, viadutos, escolas e, principalmente, monumentos históricos, são constantes alvos de pichadores e vândalos na cidade. Marcos criado para representar fatos e personagens importantes da história da Bahia e do Brasil, os monumentos instalados em praças, avenidas e espaços abertos permanecem o ano todo expostos às variações climáticas, fumaça dos escapamentos dos veículos, entre outros fatores, e ainda sofrem com a ação de vândalos.

Salvador, é uma cidade com inúmeros monumentos e a maioria está depredada, pichada ou abandonada. A estátua do Barão do Rio Branco e o Relógio de São Pedro, na Praça São Pedro, no centro da cidade, em plena Avenida Sete de Setembro, são exemplos marcantes da ação dos vândalos. O relógio, além de estar parado há mais de um mês, teve a numeração arrancada. A estátua do Barão foi pichada, pintada, a grade que cerca o local arrancada e o entorno transformado em sanitário público. Tudo isso, acontece em meio a um vai-e-vem frenético de pessoas apressadas para as compras do Natal.

O estudante português, Fernando Abreu, que está de férias em Salvador, mostrou-se indignado com o tratamento que o baiano dispensa a seus monumentos. “Os monumentos contam a nossa história e devem ser preservados como memória e obra de embelezamento da cidade. É necessário que a população se conscientize da importância e zele por eles. O que vejo é que a maioria não está desgastada pelo tempo, mas sim pela depredação por causa do vandalismo”, constatou.

Falta de educação

O comerciante Carlos Rodrigo diz que o baiano “está ficando cada vez mais mal educado. Sujam tudo que veem. As paredes do Instituto Geográfico e Histórico, aqui perto, estão todas pichadas e foi pintado recentemente. Não se tem mais respeito a nada, é o que se constata”, comentou desolado.

“O desrespeito pelos monumentos é tanto que, muitas vezes, mal passam por manutenção, e já têm gente sujando tudo de novo”, relatou o comerciante.

Mas não são apenas as pichações que mancham a imagem da cidade. Muitos monumentos também são alvos de vandalismo e acabam danificados. De acordo com o Código Penal, dano ao patrimônio público é crime qualificado com pena de detenção de seis meses a três anos e multa que será arbitrada pelo juiz. Por se tratar de crime qualificado, a pessoa pode ser presa em flagrante pelo delito, podendo sujeitar ao pagamento de fiança entre um a 100 salários mínimos para responder ao processo em liberdade, lembrou o comerciante. “O problema é conseguir flagrar essas ações, feitas sempre na calada da noite”, comentou.

História

Através dos monumentos das praças e largos de Salvador pode se conhecer a história da cidade e as personalidades importantes para o estado, o país. A estátua do Barão do Rio Branco, por exemplo, que deveria ser admirada e suscitar interesse pela recente história brasileira, está depredada, pichada. As pessoas nem conhecem quem foi o Barão do Rio Branco, uma das figuras mais importante da história do Brasil.

José Maria da Silva Paranhos Júnior – O Barão do Rio Branco_ teve como sua maior contribuição ao país a conquista, através da diplomacia, de importantes territórios, hoje estados – Amapá e Acre. Em 1903 assinou com a Bolívia o tratado de Petrópolis, pondo fim ao conflito entre os dois países em relação ao Território do Acre, que passou a pertencer ao Brasil. Por conta do trabalho diplomático, a capital do Acre passou a ser chamada de Rio Branco.
 

 

iG Bahia

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