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Brasil

25/09/2014


Vencimento de títulos faz Dívida Pública cair R$ 4 bi em agosto

ECONOMIA

O grande volume de vencimentos de títulos corrigidos pela inflação impediu a Dívida Pública Federal (DPF) de subir em agosto. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida fechou mês passado em R$ 2,169 trilhões, com queda de 0,17% (R$ 4 bilhões) em relação a julho.

A dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna caiu 0,33%, de R$ 2,081 trilhões para R$ 2,075 trilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 21,7 bilhões em títulos a mais do que emitiu. Os vencimentos foram parcialmente compensados pela incorporação de R$ 14,8 bilhões em juros, mas o montante foi insuficiente para reverter a queda. O reconhecimento de juros ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.

A redução no endividamento só não foi maior porque a dívida pública externa encerrou agosto em R$ 94,43 bilhões, com alta de 3,53% em relação ao valor de julho, quando tinha atingido R$ 91,21 bilhões. O principal fator foi a emissão de US$ 3,5 bilhões em títulos públicos brasileiros no exterior, seguida pela recompra de US$ 2 bilhões em papéis. A operação ocorreu no fim de julho, mas só foi incorporada à dívida pública em agosto.

O principal fator de queda da dívida pública no mês passado foi o elevado volume de vencimento de títulos. Apenas em agosto, R$ 57,486 bilhões de papéis do governo venceram. A maior parte, R$ 57,250 bilhões, correspondeu a títulos vinculados à inflação.

Com a redução registrada em agosto, a DPF voltou a ficar abaixo das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

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