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Piauí

27/03/2015


Vereador diz que título a Feliciano é o reconhecimento pela defesa da família

O vereador Ricardo Bandeira (PSDC) justificou, através de nota, o seu Projeto de Decreto Legislativo que concede o título de cidadão teresinense ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP). A atuação do deputado federal como pastor e parlamentar na defesa da família foi o motivo alegado. “A concessão do título é, portanto, um reconhecimento ao trabalho desempenhado por Marco Feliciano na defesa desse tema no Congresso, o que tem repercussão em todos os estados e municípios brasileiros, incluindo Teresina”, diz a nota.

O projeto foi lido no plenário da Câmara Municipal de Teresina na sessão de ontem (26) e segue sua tramitação conforme estabelece o Regimento Interno da Casa. A proposta foi aprovada pelos vereadores Levino de Jesus (PRB), Tiago Vasconcelos (PSB), Celene Fernandes (SDD), Antônio Aguiar (PROS), Ananias Carvalho (SDD) e Joninha (PSDB).

Ricardo Bandeira ressalta ainda que Marco Feliciano propaga através do seu trabalho como pastor e da sua atuação parlamentar entendimentos sobre a família, a vida e a sociedade, afirmados e defendidos pelas igrejas evangélicas em todo país, incluindo Teresina. “A concessão do título de Cidadão Teresinense vem reconhecer o trabalho na defesa e propagação da palavra de Deus feito por Marco Feliciano”, defende o vereador.

O parlamentar destaca ainda que a sugestão da concessão do título não se dá com o objetivo de confrontar nenhuma entidade representativa da sociedade estabelecida em Teresina. Ricardo Bandeira reitera seu total respeito e o tratamento sempre cordial que mantém com todos os grupos sociais de Teresina.

Não foi isso que entenderam os movimentos sociais de Teresina, que desaprovaram a ideia de conceder o título de cidadão teresinense a Marcos Feliciano. O Grupo Guaribas de Livre Orientação Sexual, Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Comunitária Justiça e Atitude (NAJUC JA), Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTRANS), Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), entre outros, enviaram uma nota de repúdio.

No texto, os militantes defendem que é inaceitável que tal título seja conferido ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP). "Isto representa uma banalização do título e é uma afronta direta à dignidade de toda sociedade teresinense. Não podemos admitir que este título tão importante seja entregue a um sujeito cujo histórico está esteja repleto de atos atentatórios aos princípios constitucionais brasileiros e aos mais modernos dispositivos internacionais de direitos humanos”, analisam.

Fonte: Portal O Dia 

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