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Nordeste

04/10/2019


Walter Santos analisa retomada de diálogo de Bolsonaro com governadores e os efeitos no Nordeste e na Sudene

O novo texto do multimidia e analista Walter Santos traz análise da estratégia do presidente Jair Bolsonaro de abrir diálogo com governadores nordestinos através do Ministro Chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Ramos, ouvindo aspirações já apresentadas no início do ano à Sudene.

Walter Santos aponta as novas preocupações, inclusive sem entusiasmo em curso pelo Governo Federal de comemorar 60 anos da Sudene em dezembro.

Eis o texto na íntegra:

Bolsonaro escala ministro general para reaquecer diálogos com Nordeste; a vez de João Azevêdo apontar prioridades

A primeira de uma série de reuniões nos Estados do Nordeste do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, com os governadores nordestinos fez o representante do presidente Jair Bolsonaro abrir novamente o diálogo buscando informações que, a rigor, o Governo já dispõe há tempo pelo levantamento e documento apresentado pela Sudene.

A agenda do Ministro começou por Pernambuco, onde foi recebido na quinta-feira, 3, pelo governador Paulo Câmara e secretários ouvindo o elenco de propostas, entre as quais a retomada da ferrovia Transnordestina, a conclusão da Transposição do Rio São Francisco e a Adutora do Agreste.

Paulo Câmara foi cirúrgico e técnico expondo pontualmente cada uma das reivindicações. Ficou satisfeito ao ouvir do Ministro que há R$ 4,2 Bi para o Nordeste.

A VEZ DA PARAIBA

Nesta sexta-feira, 4, está prevista nova reunião, agora com o governador João Azevêdo apontando as reivindicações prioritárias da Paraíba, já constante no Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste apresentado pelo presidente Bolsonaro em reunião com governadores meses atrás, em Brennand (Recife).

João Azevêdo é personagem enigmático por simbolizar a agressão indevida do presidente ao ser chamado de “Paraíba” como ataque ao governador Flávio Dino, mas que sempre soube tratar o incômodo com civilidade e superação porque não adianta remoer.

O governador vive ainda o desconforto por ser sempre instigado por socialistas ligados ao ex-governador Ricardo Coutinho a partir para o confronto com Bolsonaro, algo que inexistirá pela formação de João Azevêdo, equilibrio e a ineficácia de (im)postura indevida nos tempos de agora.

A IMPRESSÃO QUE FICA

A nova rodada de contatos com Ministro em nome de Bolsonaro nesta fase do ano, buscando informações que já existem, sinaliza para a constatação de fato estar em curso a retomada do diálogo com governadores, algo salutar, mesmo gerando desconforto à Sudene, que já fez esse papel no início do ano e pouco efeito político causou, ao que parece.

Aliás, para quem estuda e entende de Nordeste há uma preocupação latente em relação à Sudene e seu futuro porque passados meses da elaboração do PRDNE até agora o projeto se mantém na Casa Civil sem o desfecho constitucional no Congresso nacional.

COMO FICA A SUDENE?

Além do mais, em dezembro a Sudene completa 60 anos de sua fundação por Juscelino Kubitschek e Celso Furtado ainda sem uma manifestação concreta pela instituição de um grande debate /comemoração na direção do futuro dos 9 Estados.

O fato é que além de tudo há preocupação e receios em torno da Sudene.

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