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Internacional

17/04/2015


WikiLeaks disponibiliza material vazado da Sony Pictures

Os problemas da produtora cinematográfica Sony Pictures parecem estar longe do fim. Após sofrer um ataque cibernético no ano passado, atribuído pelo FBI à Coreia do Norte, centenas de milhares de emails e documentos vazados da empresa foram disponibilizados nesta quinta-feira (16/04) na página do WikiLeaks na internet.

Segundo o site, fundado pelo australiano Julian Assange, a base de dados divulgada conta com mais de 170 mil emails de mais de 2,2 mil funcionários e executivos da Sony Pictures e de uma subsidiária, além de mais de 30 mil documentos.

A empresa criticou duramente o WikiLeaks pela divulgação dos arquivos, dizendo que com a atitude o site está ajudando os hackers a disseminar informação privada roubada. "Discordamos veementemente com a alegação do WikiLeaks de que o material pertence ao domínio público", declarou a empresa por meio de um comunicado, ressaltando que o ataque cibernético foi um "ato criminoso malicioso".

Assange, no entanto, defendeu que os documentos devem estar disponíveis ao público. "Este arquivo mostra o funcionamento interno de uma corporação multinacional. Tem valor de notícia e está no centro de um conflito geopolítico. Pertence ao domínio público. O WikiLeaks vai garantir que ele permaneça lá", declarou o fundador do site, que desde 2012 está asilado na embaixada do Equador em Londres.

Em fevereiro passado, a vice-presidente da Sony Pictures Amy Pascal apresentou sua renúncia após o vazamento de emails dela. Entre o conteúdo divulgado estava uma mensagem em que Pascal comentava as preferências cinematográficas do presidente dos EUA, Barack Obama, com comentários racistas.

Filme teria motivado ataque

O ataque cibernético contra a Sony ocorreu em dezembro do ano passado, dias antes do lançamento do filme A Entrevista, uma sátira em que jornalistas são contratados pela CIA para matar o líder norte-coreano Kim Jong-un. Depois do ciberataque, a estreia do filme chegou a ser suspensa pela produtora, e grandes cadeias de cinema chegaram a desistir de passar o filme por preocupações com segurança.

As suspeitas recaíram sobre a Coreia do Norte depois que especialistas identificaram textos em língua coreana no programa usado para realizar o ataque. Um grupo autointitulado "Guardiães da Paz" assumiu a autoria do ataque, mas o serviço de inteligência americana diz que o grupo está ligado à Coreia do Norte. Pyongyang nega estar por trás dos ataques.

MSB/ap/afp

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