Internacional

ONU vota nesta semana resolução pelo fim do bloqueio dos EUA contra Cuba

Reivindicação de quase 30 anos, a ONU vota nesta quarta-feira (6) mais uma vez uma resolução condenando o bloqueio comercial, econômico e financeiro contra Cuba, em sessão da Assembleia Geral. O bloqueio existe desde 1961

05/11/2019


Por Brasil 247

A Assembleia Geral da ONU vota nesta quarta-feirta (6) resolução determinando o fim do bloqueio estadunidense contra Cuba.

O organismo multilateral já expressou sua rejeição ao bloqueio dos EUA contra Cuba por 27 anos consecutivos e apela à necessidade urgente de pôr fim a esse mecanismo que é o principal obstáculo ao desenvolvimento da ilha do Caribe, informa a Prensa Latina.

Desde a primeira votação realizada em 1992, os Estados membros da organização multilateral – com exceção de dois ou três, com o passar dos anos – expressam por meio de uma resolução sua oposição ao cerco dos EUA.

No debate de alto nível deste ano na Assembléia, mais de 40 países expressaram claramente sua condenação ao bloqueio dos EUA e manifestaram solidariedade a Cuba ao intervir na grande sessão de debates, realizada de 24 a 30 de setembro.

Segundo informações da missão de Cuba nas Nações Unidas, 43 países de diferentes continentes pediram o levantamento do bloqueio imposto há quase seis décadas por Washington, que causou danos de US$ 922,66 bilhões nesse período.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, lembrou em seu discurso no debate geral que, nos últimos meses, os Estados Unidos começaram a aplicar medidas criminosas não convencionais para impedir o fornecimento de combustível a Cuba em vários mercados.

Neste último ano, ele explicou, o governo dos EUA aumentou suas ações de hostilidade e bloqueio: impôs obstáculos adicionais ao comércio exterior e aumentou “a perseguição de nossas relações bancárias e financeiras com o resto do mundo”.

O governo Trumpo limitou as viagens de cidadãos estadunidenses a Cuba, o que restringe a interação entre os dois povos e dificulta os laços e contatos com a terra natal dos cubanos que vivem nos Estados Unidos, disse o chefe da diplomacia cubana.

A lei ilegal Helms-Burton de 1996, cujo título III Washington decidiu ativar este ano, orienta esse comportamento agressivo, ressaltou.

Quase seis décadas do bloqueio nos EUA causaram danos quantificáveis ​​por mais de 922 bilhões e 630 milhões de dólares, mas os danos humanos produzidos por essa política genocida são incalculáveis, disse o chanceler recentemente por meio de sua conta oficial no Twitter. “O sofrimento causado às famílias cubanas não pode ser explicado”, afirmou.


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