Política

NORDESTE: Walter Santos vê nova crise com bolsonaristas em guerra para demissão de Mandetta; a saúde fica em 2° lugar, garante

Publisher da Revista Nordeste comenta em artigo de opinião a polêmica entrevista do ministro Mandetta ao Fantástico.

13/04/2020


A semana começa com perspectiva de nova e grave crise diante da projeção do movimento bolsonarista para demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, após entrevista ao programa “Fantástico”, da Rede Globo, merecendo análise do multimídia e analista politico Walter Santos em novo texto.

Eis, a seguir, a íntegra da análise:

No Brasil, em plena gravidade do Coronavírus, a vaidade exacerbada se conflita com oportunismo politico para gerar grave crise

Desde cedo da manhã desta nova semana, pós Semana Santa, não há uma conversa política de alto grau que não discuta os efeitos da entrevista do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no programa “Fantástico”, da Rede Globo, lhe expondo em conflito público com o presidente Jair Bolsonaro por conta do coronavírus.

A rigor, para muitos espectadores, a cena construída de pré-candidatura de Mandetta à sucessão fez o supra-sumo do bolsonarismo ter dormido e acordado com sangue nos olhos para exigir a demissão do ministro.

É como se, na concepção de teóricos, se não demitir Mandetta, Bolsonaro passa a ser uma espécie de Rainha da Inglaterra onde tem status reconhecido, mas quem governa de fato é o primeiro-ministro.

ENREDO DE FICÇÃO DIANTE DO CAOS

Só mesmo Bolsonaro para criar tamanha argumentação real mas que, em clima de guerra como se vive, somente em ficção cinematográfica poderíamos ter a vaidade doentia versus o oportunismo de plantão se degladiando, enquanto o País convive com graves perspectivas do vírus como prioridade.

E a saúde não mais prevalece? A julgar pelas tantas cenas públicas chegando ao ápice deste domingo caliente a nutrir nova fase da crise no Palácio do Planalto precisamos nos preparar para o novo estágio pós demissão, pois para bolsonaristas manter Mandetta é a desmoralização pública do presidente.

Em tempo: por zombar do coronavírus e não tomar medidas preventivas, os EUA (leia-se Donald Trump), convive com os maiores índices de mortes no mundo, algo que no Brasil só não está no mesmo patamar porque governadores do Nordeste, São Paulo e Rio resolveram assumir a Quarentena boicotado por Bolsonaro.

Em síntese, o descontrolado presidente acordou com incendiários mandando assar Mandetta sem importar com os efeitos, sobretudo nas políticas acertadas de isolamento preventivo.

O caos se prepara para entrar em cena.


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