OPINIÃO: WS aponta indústria armamentista por trás de Trump para ampliar Guerra

06/01/2020


EUA confirmam compra de U$ 2 trilhões em armamento às vésperas de assassinar generais iraniano e iraquiano; a indústria de armas está por trás

O jornal OPAÍS, de Angola, trouxe nesta segunda – feira uma ampla reportagem obtida junto à BBC de Londres entrevistando especialistas em guerras pontuando declaração confirmada pelo presidente Donald Trump de que os Estados Unidos acabam de comprar armamentos na ordem de US$ 2 trilhões às vésperas do atentado matando o general Soleimani, do Irã.

Conforme observou uma historiadora de largo conhecimento, ” Thump pode contrariar todos os partidos, menos à indústria armamentista”, argumentou, para concluir: “É o preço para se reeleger: fabricar uma guerra!”.

A rigor, segundo os especialistas ingleses, além de grande negociação financeira em torno da aquisição trilionária de armas, a atitude de Trump simboliza provocação perigosa com inimigos no Oriente Médio querendo com isso puxar uma nova negociação com o Irã em melhores condições do que houvera anteriormente.

No domingo, Trump chegou a twitter:

“Os EUA acabaram de gastar
dois trilhões de dólares em equipamento militar. Somos os maiores e de longe os melhores do Mundo”, esbravejou antes de dar a ordem de matar os generais, conforme relato, teria ouvido interlocutor dizer que Obama não teria coragem para tal.

Aliás, o grave conflito produzido por Trump chega numa conjuntura em que o episódio tira o seu Impeachment da pauta principal dos veículos dos EUA e com isso ameaça os democratas como a intuir que ele não teme apertar o botão vermelho para atingir qualquer alvo pois tem coragem pessoal neste sentido.

Contraditório é que tudo acontece num contexto em que o presidente fez campanha intensamente prometendo a retirada das tropas americanas das guerras intermináveis no Oriente Médio, mas agora atendendo ao interesse armamentista resolver ampliar a guerra na região.

É esta realidade que faz o mundo se voltar à preocupação com a postura de Trump sabendo que o Irã ao decretar vingança mortal aos americanos vai aguçar a crise entre os dois países.


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