Nordeste

PIB cearense em 2019 cresce 2,11%, supera nacional e tem na indústria seu melhor desempenho

O resultado de 2019 mostra que a economia cearense mantinha um processo de recuperação após o período de crise no país nos anos de 2015 e 2016.

14/04/2020


Na imagem o Palácio da Abolição - Prédio sede do Governo do Ceará

REVISTA NORDESTE – O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará fechou o quarto trimestre de 2019 em 4,27% em relação a igual período de 2018, quando ficou em 1,43%. Já comparado com o terceiro trimestre, o índice cresceu 2,14%. Com o resultado do último trimestre do ano passado, o PIB cearense em 2019 ficou em 2,11%, bem acima do desempenho nacional, que foi de 1,1%. O resultado de 2019 mostra que a economia cearense mantinha um processo de recuperação após o período de crise no país nos anos de 2015 e 2016.

Dos três setores que compõem o PIB – Indústria, Serviços e Agropecuária – o primeiro apresentou crescimento de 4,08% no Ceará, em 2019, bem acima do nacional: de 0,5%. Já o segmento de Serviços fechou o ano passado com elevação de 1,78%, também superando o índice no Brasil: de 1,3%. Já o setor agropecuário cearense evoluiu 1,33% em 2019, desempenho equivalente ao nacional, que foi de 1,3%. Os dados da economia cearense foram divulgados segunda-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

No setor industrial do Ceará, em 2019, o melhor resultado ficou com o segmento de Eletricidade, Gás e Água (SIUP), com 11,33%, seguido pela Construção Civil, com 3,88%, e Transformação, com 1,25%, enquanto a Extrativa Mineral amargou declínio de -7,21%. Já no setor de Serviços, o melhor resultado ficou com o Comércio, com 4,07%, seguido por Intermediação Financeira, com 2,18%; Transportes, com 1,98%; Alojamento e Alimentação, com 0,98%, e Administração Pública, com 0,26%. Outros Serviços decresceu -1,79%.

O PIB é um indicador que mostra a tendência do desempenho da economia cearense no curto prazo. Além do Ceará, mais sete estados brasileiros realizam o cálculo de sua economia trimestralmente: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo, que utilizam a mesma ponderação das Contas Regionais. É calculado com base nos resultados dos três setores, Agropecuária, Indústria e Serviços, e desagregados por suas atividades econômicas. É importante ressaltar que, como indica somente uma tendência de crescimento ou arrefecimento da economia, suas informações e resultados são preliminares e sujeitos a retificações, quando forem calculadas as Contas Regionais definitivas, em conjunto com o IBGE e as 27 Unidades da Federação.

Conjuntura

O Instituto também disponibiliza uma nova edição do Ipece Conjuntura – Boletim da Conjuntura Econômica Cearense (abril de 2020), onde são apresentadas análises do cenário econômico internacional e nacional, os quais servem de parâmetros para reflexão sobre o desempenho da atividade econômica do Ceará. A publicação tem como objetivo atender a demanda do setor público e privado por informações de curto prazo da economia cearense. A edição foi elaborada pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Ipece.


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