Internacional

Puigdemont será preso se regressar à Espanha

06/12/2017


Catalan president Carles Puigdemont attends a Catalan government meeting at the Generalitat in Barcelona, on October 2, 2017. Catalonia's leader Carles Puigdemont said the region had won the right to break away from Spain after 90 percent of voters taking part in a banned referendum voted for independence, defying a sometimes violent police crackdown and fierce opposition from Madrid. / AFP PHOTO / LLUIS GENE (Photo credit should read LLUIS GENE/AFP/Getty Images)

Carles Puigdemont, presidente destituído da Catalunha, afirmou que pretende continuar na Bélgica, onde está com quatro de seus ex-conselheiros desde a aplicação do Artigo 155 da Constituição Espanhola, que os destituiu e suspendeu temporariamente a autonomia da região. Se voltarem a Espanha, os políticos serão presos.

Ontem (5), o juiz do Supremo Tribunal espanhol suspendeu a Euroordem (ordem europeia de prisão e entrega) contra os políticos, que foram para a Bélgica por afirmar que não teriam um julgamento justo na Espanha. Eles são acusados dos crimes de rebelião, insurreição, peculato, entre outros, por suas ações durante a tentativa de independência da Catalunha.

Além de Carles Puigdemont, a decisão afeta Antonio Comín, Lluís Puig, Meritxell Serret e Clara Ponsatí. Apesar da euroordem ter sido suspensa, as ordens de detenção espanholas seguem vigentes. Desta forma, se voltarem à Espanha, eles serão detidos.

Em uma coletiva à imprensa, em Bruxelas, Puigdemont disse que “a estratégia do foco internacional, de nos colocarmos nas mãos de uma justiça independente e de podermos nos defender em liberdade, de poder fazer isso com o respeito e a dignidade que os companheiros presos não tiveram, era a estratégia adequada, útil”.

Ainda de acordo com Puigdemont, a suspensão da euroordem deixa claro que se trata de um julgamento político.

Tanto Puigdemont como os quatro ex-conselheiros que estão em Bruxelas já manifestaram, nas últimas semanas, a intenção de regressar à Espanha para se candidatarem às eleições regionais de 21 de dezembro, agendadas pelo governo central espanhol, após a aplicação do Artigo 155.

Em última instância, caso um dos políticos catalães na Bélgica vença as eleições, teria de voltar à Espanha para assumir o mandato, situação em que seria detido.

Ontem foi o primeiro dia da campanha eleitoral na Catalunha, que começou com quatro candidatos presos e cinco exilados.

Agência Brasil


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