Brasil

Queiroz chega ao presídio de Bangu e vai cumprir isolamento social de 14 dias

Por questões de segurança e devido à pandemia da Covid-19, ele cumprirá isolamento social durante 14 dias em Bangu

18/06/2020


Foto: Nelson Almeida/AFP

Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz chegou na tarde desta quinta-feira (18) ao Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Queiroz foi alvo de uma operação conjunta do Ministério Público do Rio e da Polícia Civil que apura a suposta prática de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, deputado estadual à época.
De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciário do Rio de Janeiro (Seap), Queiroz ingressou no sistema prisional fluminense pelo Presídio José Frederico Marques, em Benfica. Por questões de segurança e devido à pandemia da Covid-19, ele cumprirá isolamento social durante 14 dias em Bangu.

O advogado Paulo Catta Preta assumiu o caso e informou à imprensa que a prioridade é revogar a prisão preventiva de Queiroz. Segundo ele, o ex-assessor o procurou há cerca de 15 dias. “A gente ainda não tinha prosseguido de forma definitiva, mas com o ato que hoje ocorreu, antecipou-se a necessidade da minha atuação”, disse.

Operação

Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18), em Atibaia (SP). Ele também foi alvo de busca e apreensão. A Operação Anjo, da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro, investiga suposto esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Queiroz estava na casa do advogado do senador Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef. O defensor chegou a negar que sabia sobre o paradeiro de Queiroz, durante uma entrevista no ano passado. Segundo o delegado da Polícia Civil de São Paulo Osvaldo Nico Gonçalves, os caseiros do imóvel afirmaram, durante a operação, que o ex-assessor estaria na residência há cerca de um ano.
De acordo com um antigo relatório do Coaf (Conselho de Atividades Financeiras), o ex-assessor movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta, o que foi considerado suspeito pelo conselho. A rachadinha existe quando funcionários são coagidos a devolver parte do salário — na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O filho de Bolsonaro foi deputado estadual de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

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