Internacional

Trump anuncia envio da Guarda Nacional para Wisconsin para conter distúrbios em protestos antirracismo

Presidente diz que governador aceitou envio de quase mil integrantes, além de membros do FBI. Jovem de 17 anos foi detido em Illinois, acusado de homicídio doloso em primeiro grau, após morte de duas pessoas baleadas durante manifestação na noite de terça-feira

27/08/2020


Manifestantes passam com mãos ao alto diante de policiais em Kenosha, no Wisconsin (EUA), após novos protestos contra o racismo e a violência policial terminarem em confronto na noite de segunda-feira (24) — Foto: David Goldman/AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nessa quarta-feira (26) que o governo federal está enviando quase mil integrantes da Guarda Nacional para o estado de Wisconsin, para ajudar a conter os distúrbios durante os protestos que começaram na cidade de Kenosha após um policial ter baleado um jovem negro pelas costas.

Na noite de terça, terceiro dia de manifestações, duas pessoas morreram e uma ficou seriamente ferida quando um homem atirou em pessoas que participavam do ato. Kyle Rittenhouse, um jovem de 17 anos, foi detido nesta quarta-feira, acusado de ser o autor dos disparos, segundo a polícia de Antioch, no estado de Illinois.

Segundo Trump, o governador de Wisconsin, Tony Evers, aceitou o envio da Guarda Nacional. Para que o governo federal envie as tropas, é necessária a aprovação do governo estadual.

“O presidente Trump condena a violência em todas as formas e acredita que devemos proteger todos os americanos do caos e da ilegalidade. É por isso que ele está encorajando os governadores democratas a solicitarem à Guarda Nacional e às autoridades federais que aumentem seus esforços locais de aplicação da lei. Ajudamos Wisconsin com o envio de quase mil membros da Guarda Nacional e mais de 200 policiais federais, que incluem integrantes do FBI e US Marshals”, diz um comunicado emitido nesta quarta pela Casa Branca.

A violência explodiu quando centenas de manifestantes protestavam pela terceira noite consecutiva nesta cidade do estado de Wisconsin. A revolta é motivada pelo vídeo que mostra o momento em que Jacob Blake foi atingido por vários tiros à queima-roupa disparados por um policial branco de Kenosha.

Blake, 29 anos, tentava entrar em seu veículo, no qual estavam seus três filhos, quando foi baleado no domingo.

O caso mais recente de violência policial contra um afro-americano gerou protestos em outras cidades dos Estados Unidos, incluindo Nova York e Minneapolis, como parte do movimento Black Lives Matter (As Vidas dos Negros Importam).

O Departamento de Polícia de Kenosha informou que seus oficiais responderam, junto com outras agências, a relatos de um tiroteio com várias vítimas pouco antes da meia-noite de terça.

“O tiroteio resultou em duas mortes, e uma terceira vítima baleada, que foi levada ao hospital com ferimentos graves, mas que não representam uma ameaça a sua vida”, anunciou a polícia no Twitter.
Algumas horas antes, vídeos divulgados na Internet mostraram pessoas correndo pelas ruas de Kenosha, enquanto tiros eram ouvidos. Outras gravações mostraram homens feridos deitados no chão.


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