Walter Santos: Coronavirus constrói protagonismo de governadores do NE e isolamento de Ricardo Coutinho

06/04/2020


O novo texto do multimidia e analista politico Walter Santos aborda momento estratégico dos governadores do Nordeste no enfrentamento cientifico e político do Coronavirus fazendo até o governador do Ceará, Camulo Santana, a rever decisão de reabrir comercio nesta segunda-feira. Ele atesta o isolamento do ex-governador Ricardo Coutinho sempre atuante mas ultimamente abatido.

Eis a análise a seguir:

A realidade política advinda do Coronavirus no Brasil, a vanguarda dos governadores do NE e a queda do protagonismo de RC

O Brasil convive desde o surgimento do Coronavirus com uma realidade antes surreal na qual o presidente da República quebra todos os protocolos de civilidade no trato de pandemias diante de governadores sensatos, em especial do Nordeste, pontuando ações à base da instrução na ciência, portanto da OMS em nome da vida. Impressiona que neste contexto, o ex-governador da Paraiba, Ricardo Coutinho, perdeu o protagonismo e, isolado, não interfere mais no plano nacional como de outros momentos.

Antes de aprofundar na análise, chama a atenção a crise política movida por valores de vaidade burra devendo criar em breve a demissão do Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que mesmo com sua anterior postura contra o SUS, hoje desempenha papel importante no combate ao Coronavirus em vários aspectos.

A ESTRATÉGIA DO NORDESTE

Os governadores nordestinos tomaram uma decisão importante de constituir um Comitê Científico no Consórcio Nordeste formado por cientistas, representantes da saúde dos Estados e voluntários do País e fora dele.

Este Comitê com cientistas do nível de Miguel Nicollelis e Sérgio Rezende tem tido tamanho papel que fez o governador do Ceará, Camilo Santana, nesta segunda-feira a rever ato do Governo de flexibilizar algumas atividades, como comércio por exemplo, pelo imenso perigo que causaria no Ceará, hoje um estado com relativo alto índice de contaminação.

O ISOLAMENTO DE RICARDO

Quem conhece de perto o ex-governador Ricardo Coutinho dimensiona bem o quanto de agonia íntima ele vive por não estar na linha de frente deste momento de enfrentamento, sobretudo diante dos absurdos causados pelo presidente Bolsonaro.

No máximo, ultimamente, participa de Lives sem a dimensão de antes quando articulava na linha de frente dos governadores muitas das reações pela legalidade do Governo Dilma, denúncias contra a traição de Temer, Lula Livre, etc.

Ricardo Coutinho anda abatido depois da Operação Calvário na Paraíba e, mesmo com argumentos lógicos e fundamentais de amplo direito de defesa e apresentação de provas do MP, não tem sido mais o mesmo.

É duro, mas é a pura verdade.


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