Internacional

Walter Santos explica porque EUA e Reino Unido atacam China e Rússia; estão perdendo protagonismo na economia e ciência

17/07/2020


Funcionária exibe amostra de possível vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela SinoPharm, em Pequim, na China — Foto: Zhang Yuwei/Xinhua via AP

O multimídia e publisher Walter Santos aborda neste artigo de opinião as causas que têm levado Estados Unidos, Canadá e Reino Unido a atacarem China, agora a Rússia acusando ambos de espionagem em torno da vacina da Covid-19.

Em seu novo texto, o analista aponta dados provando que a Mídia do Ocidente age contra os dois países, além da Índia e África do Sul. Confira o texto na integra:

Ocidente gera narrativa permanente contra China e Rússia porque está perdendo protagonismo na economia e ciência; 5G e Vacina para Covid-19 atormentam

A quinta-feira, 16 de julho de 2020, foi tomada com a intensa reprodução nos principais veículos de comunicação de todo o Ocidente com mais uma informação de visível tendência de manipulação a partir dos EUA, Reino Unido e Canadá acusando a Rússia de espionagem na fabricação da vacina do novo coronavírus.

A estratégia foi deflagrada dias depois da Rússia ter anunciado estar muito avançada na identificação final da vacina, essa já em fase de testes, mas o anúncio da grande novidade foi tratada pelos Países e Mídia como efeito de espionagem e não da ciência, posto que os avanços científicos fora do Ocidente têm deixado os países ocidentais em pânico.

HUAWEI MOTIVOU RETALIAÇÃO

A rigor, os Estados Unidos e seus aliados no Ocidente andam construindo crises diplomáticas permanentes contra a China e Rússia porque, como atestam os fatos científicos, os dois Países têm apresentado resultados mais avançados do que os EUA, inclusive na ciência.

Para atestar esta verdade, é preciso levar em conta que terça-feira passada desta semana o governo britânico anunciou que a venda de novos equipamentos 5G da Huawei passará a ser proibida no País após 31 de dezembro de 2020, com remoção de todos aparelhos da empresa até 2027.

É a constatação de que a chinesa Huawei consolidou tecnologia mais avançada primeiro do que o Vale do Sicílio ou Londres, portanto, lidera os avanços do segmentos que tem feito o presidente Donald Trump a ligar para vários líderes do Ocidente para impedir a expansão chinesa liderando o mercado internacional.

Como pode o País que defende o livre mercado proibir quem está mais avançado?

Segundo a Agência Xinhua, a China se opõe fortemente à decisão do governo britânico de proibir o envolvimento da Huawei em redes 5G, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying.

ECONOMIA DA CHINA SE RECUPERA

Nessa quinta-feira, 16, a porta-voz Liu Aihua, do Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) revelou que economia chinesa tem suporte o suficiente para amparar sua recuperação no segundo semestre de 2020, declarou.

E acrescentou:

“A contínua recuperação econômica do país no primeiro semestre do ano estabeleceu uma base sólida para sua dinâmica no segundo semestre”, afirmou Liu em uma coletiva de imprensa, citando as recuperações de vários indicadores econômicos importantes nos dois primeiros trimestres.

RICS ATESTAM TRATAMENTO RUIM

Na última reunião dos BRICS no Brasil, ano passado, registre-se que na véspera representantes dos países reuniram empresas e profissionais de comunicação das várias nações para avaliação do relacionamento da Mídia do Ocidente com o grupo.

À maioria, os presentes declararam e/ou atestaram que a Mídia do Ocidente trata os países China, Rússia, Índia e África do Sul de forma depreciativa e preconceituosa.

Lembraram do fato em Londres onde foram identificados asiáticos mortos congelados num container, entretanto durante todo o tempo a especulação da mídia a partir dos ingleses era de chineses foragidos.

Resultado: tempos depois foi atestado tratar-se de vietnamitas, mas durante todo o tempo com a Midia mentindo e insinuando crime inexistente.

SÍNTESE

Neste contexto, os RICS – já que o Brasil tirou o B por estar ausente-, precisam construir estratégia de comunicação para se confrontar a este posicionamento desigual e mentiroso, como Fakes News, da mídia do Ocidente. Precisa, no mínimo, de contraponto.


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