BRASIL

Ibope: Dilma tem 35% das intenções de voto, Marina 23%, e Aécio, 12%

 

 

 

 

 

 

 

A presidenta Dilma Rousseff continua liderando a intenção de votos de acordo com a pesquisa contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope. O levantamento também reitera que numa disputa de segundo turno, Marina Silva é a adversaria mais provável e o resultado nesta segunda fase seria apertado.

Na pesquisa espontânea feita entre 5 e 8 de setembro, mais de 2 mil pessoas foram ouvidas. Dilma aparece em primeiro lugar com 35% de intenções de voto, seguida por Marina Silva (PSB) com 23% e Aécio Neves com 12%. Na pesquisa estimulada, Dilma soma 39% das intenções enquanto Marina Silva, 31% e Aécio Neves 15%.

Nas simulações de segundo turno, Dilma e Marina ganhariam na disputa com Aécio Neves. A atual presidenta teria 48% dos votos contra 33% dos votos do tucano. Marina venceria com 51% dos votos, enquanto Aécio teria 27%. Numa disputa entre as duas candidatas Marina Silva ganharia com 43% contra 42% dos votos de Dilma.

“A gente não pode dizer que esta decidido e que vai ter segundo turno entre Dilma e Marina. A gente testa isso para ver a intenção. Mas tem eleições no passado em que houve reviravolta e mudou o cenário. Você tem quantidade grande de indecisos e mesmo os que estão decididos podem mudar de opinião”, explicou Renato da Fonseca, gerente executivo de pesquisa e competitividade da CNI.

Na análise sobre potencial de votos, 15% das pessoas ouvidas declararam que votam com certeza em Aécio Neves e 35% não votaria nele. Dilma teria certamente o voto de 32% dos entrevistados, 20% de pessoas que poderiam votar nela, enquanto 42% não votariam em sua reeleição de jeito nenhum. Em relação a Marina, 26% votaria na candidata, 37% admitem que poderiam votar nela e 26% não a escolheriam nas urnas.
“Um candidato que tem 34% de pessoas que poderia votar nele não pode ser descartado. Quando olha Dilma, ela tem a maior rejeição mas tem um cacife muito forte porque tem o maior percentual de pessoas que votam nela com certeza. Marina também tem 37% de pessoas que votariam nela como Presidente da República”, avaliou.


Marina Silva lidera entre os que consideram o governo Dilma regular, ruim ou péssimo e 13% dos entrevistados estão indecisos ou pretendem votar em branco ou anular seu voto.

O cruzamento de dados de intenção de voto com a avaliação do governo Dilma mostra que Dilma lidera entre os que consideram seu governo ótimo ou bom. Esse grupo responde por 30,5 pontos percentuais das intenções de voto em seu nome.

A avaliação do governo Dilma Rousseff subiu sete pontos percentuais, passando de 31% em junho para 38% em setembro segundo a pesquisa. A aprovação do modo de governar está equilibrada. 48% dos entrevistados aprova, enquanto 46% desaprova a maneira de condução do atual governo

O levantamento também apontou melhora na confiança que passou dos 41% para 45%. Mesmo com essa melhora 50% não confia na candidata à reeleição.

O combate à fome e à pobreza é o principal carro-chefe de Dilma, seguido pelo combate ao desemprego e medidas relacionadas ao meio ambiente e educação. No final da lista de áreas aprovadas pela população está taxa de juros, saúde e impostos que tem aprovação pouco maior que 20%.

“O combate à fome e à pobreza é a única área que o percentual de aprovação supera o de desaprovação. E a gente continua com maior desaprovação nas áreas como saúde e impostos com mais de 70% ”.

Na comparação com o governo Lula, 44% dos entrevistados avaliam como igual a administração e 40% consideram o governo de Dilma pior. Apenas 13% acreditam que houve melhorias.

Em uma análise sobre as notícias recentes mais lembradas pelos entrevistados, as referentes a CPI da Petrobras se destacam em primeiro lugar. Eleiçoes é um tema que aparece apenas em terceira posição com 7% dos entrevistados, ao lado das notícias sobre corrupção.

Apenas 20% das pessoas ouvidas declararam muito interesse no processo eleitoral. Esse interesse era de 16% em junho. “Afinal de contas estamos a quase um mês das eleições mas chama atenção que quase um quarto diz não ter interesse algum nas eleições”, disse Fonseca ao alertar que o índice ainda é muito baixo. Pelos dados, 25% dos entrevistados disse ter pouco interesse e 23% nenhum interesse no assunto.


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