Brasil

ABI resgata mobilização política dos jornalistas brasileiros para participar e apontar rumos ao futuro do País

Por Walter Santos

O universo do jornalismo brasileiro convive com uma nova fase histórica na Associação Brasileira de Imprensa(  ABI) com registro e envolvimento dos diversos segmentos, estados e profissionais na nova votação para escolha dos novos dirigentes da entidade.

 

A dados deste final de março de 2022, há registro de chapa encabeçada pela jornalista Cristina Serra, primeira mulher a disputar e possivelmente ser presidente da ABI, que ainda hoje vive o saudosismo da postura histórica do presidente Barbosa de Lima Sobrinho nas grandes polêmicas e debates nacionais.

 

A diretoria da ABI, conforme a chapa registrada,  conta com <span;>Helena Chagas (Vice-Presidente), Marcus Miranda (Financeiro), Alcyr Cavalcanti (Administrativo),  Andrea Penna (Jornalismo),  Norma Couri (Cultura e Lazer),  Luiz Fernando Taranto (Assistência Social), Vera Saavedra Durão (Inclusão Social, Mulher e Diversidade), Ivan Accioly (Equidade Racial), Eliara Santana (Formação) Ilimar Franco (DF), Vilson Romero (Sul), Leonardo Sakamoto (Sudeste), Salomão de Castro (Nordeste), Kátia Brasil (Norte),  Conselho Consultivo:Ana Maria Machado (RJ), Dácio Malta (RJ).

 

BANDEIRAS DE LUTA

Segundo a chapa ABI – DEMOCRACIA E RENOVAÇÃO, com integrantes de todas as regiões do país, presentes na Diretoria Executiva e nos três Conselhos, ainda expressa a pluralidade de vozes da sociedade brasileira e a diversidade do contingente de jornalistas e profissionais da comunicação.

Essa composição, diz a chapa,  reflete não somente o compromisso da chapa com  a pluralidade e a diversidade que marcam a sociedade brasileira e o jornalismo, mas  enfatiza uma preocupação genuína em contemplar as singularidades e diferenças regionais nas  instâncias decisórias da Associação, que precisa estar sintonizada à complexidade da realidade brasileira.

Também nesse sentido, a chapa ABI – DEMOCRACIA E RENOVAÇÃO compreende que a diversidade de gênero e de raça tem de ser ampliada. E por isso, a chapa propõe um avanço na estrutura da diretoria da ABI, criando a Diretoria de Equidade Racial e mantendo a Diretoria de  Inclusão Social, Mulher e Diversidade, voltada para as questões de gênero.

Outra preocupação que se expressa na sistematização do programa da chapa é a incorporação das várias formas de fazer jornalismo e das diversas atividades da profissão. Portanto, na
Diretoria e nos Conselhos, há representantes do jornalismo nas suas mais variadas vertentes – desde profissionais atuantes em veículos tradicionais aos que consolidam sua atuação no espaço digital; de representantes do audiovisual às assessorias de comunicação; do freelancer ao especialista em mídia e comunicação empresarial; dos atuantes em redes sociais aos jornalistas acadêmicos que atuam na conexão com a produção de conhecimento nas universidades.

Por isso, o quesito “Renovação”, que se coloca como uma premissa da chapa, consolida-se efetivamente a partir desses aspectos e da compreensão do papel essencial da ABI junto à
sociedade brasileira.

E o quesito “Democracia” mantém-se não apenas como compromisso da
<span;>chapa, mas como princípio a defender no Brasil, açodado, por ora, pelo obscurantismo político.

A CARTA PROGRAMA

Tópicos do Programa para conhecimento dos profissionais e a sociedade geral:

1 – ATUAÇÃO POLÍTICA E INSTITUCIONAL ABI

2 – DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DO JORNALISMO PLURAL E DOS JORNALISTAS

3 – LUTA CONTRA O RACISMO E TODO TIPO DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A POPULAÇÃO LGBTQIA+

4 – DIVERSIDADE REGIONAL E O PRÊMIO ABI DE JORNALISMO

5 – FORMAÇÃO

6 – DEMOCRACIA INTERNA E COMUNICAÇÃO

7 – ENFRENTAMENTO DA CRISE FINANCEIRA DA ABI

8 – RECUPERAÇÃO DO PRÉDIO DA ABI, ACERVO E CINECLUBE

9 – FORTALECIMENTO DA ÁREA JURÍDICA

10 – ARTICULAÇÃO INTERNACIONAL


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