Pernambuco

Após violência em primeiro ato, Governo de Pernambuco pede que PM garanta direitos e liberdade de manifestação neste sábado

A Mesa Permanente de Articulação com a Sociedade Civil, criada diante da repercussão da violenta repressão da PM ao protesto pacífico contra Bolsonaro (sem partido), em 29 de maio, publicou, nesta sexta (18), uma série de recomendações para o novo ato marcado para o sábado (19), no Recife.

Entre as orientações desse grupo, formado por quatro secretarias estaduais, está a recomendação de que a polícia garanta o direito à livre manifestação, previsto na Constituição, e assegure o respeito aos direitos humanos.

Em maio, dois homens perderam a visão de um dos olhos após serem atingidos por policias com balas de borracha.

Outras pessoas ficaram feridas e a vereadora do Recife Liana Cirne (PT) foi agredida com spray de pimenta no rosto por PMs, que também negaram socorro ao adesivador de táxis Daniel Campelo, que perdeu o olho devido à violência da polícia.

Por causa da ação truculenta, 16 policiais foram afastados. O então secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, e o então comandante da PM, Vanildo Maranhão, deixaram os cargos. Vanildo foi transferido para a reserva remunerada.

O documento foi publicado no Diário Oficial do estado. A primeira reunião da Mesa Permanente de Articulação ocorreu na segunda-feira (14), com representantes de quatro secretarias, do Ministério Público e das polícias.

Na recomendação desta segunda-feira, a Mesa Permanente afirma que a Secretaria de Defesa Social deverá garantir a presença de servidores “com capacidade de negociação” e manter diálogo com as lideranças “na busca de convencê-los e estimulá-los a não praticarem atos de quebra da ordem pública ou que desrespeitem determinação legal”.

Com G1


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