RIO GRANDE DO NORTE

Banco do Nordeste estuda parcerias com institutos de pesquisa do Rio Grande do Norte

 

 

 

 

Natal (RN)  – Uma imersão no ambiente de inovação do Rio Grande do Norte. Assim pode ser definida a série de visitas da equipe do Banco do Nordeste, sob coordenação do diretor de Planejamento Aldemir Freire, neste mês de outubro, em Natal e Região Metropolitana. A instituição de desenvolvimento regional busca apoiar projetos desenvolvidos pelos centros de pesquisa potiguares e deve repetir a estratégia em outros estados de sua área de atuação.

A primeira parada foi no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (Pax), situado em Macaíba e concebido para ser uma escola de formação de cientistas. No entanto, a descontinuidade de financiamentos públicos inviabilizou o projeto e o prédio foi devolvido à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 2018. No fim do ano passado, um aporte do Governo do Estado permitiu reformar parte da estrutura de 15 mil m² e o PAX, que leva o nome do dirigível do aviador macaibense, precisa de apoio para decolar, literalmente.

Com 20 salas disponíveis para empresas e incubadoras e 35 hectares para instalação de indústrias, o diretor presidente do Parque Científico Augusto Severo, Olavo Bueno, mostrou-se bastante animado com a possibilidade de parceria. “A gente tem uma grande expectativa de que o Banco do Nordeste venha se integrar e fortalecer o nosso ecossistema de inovação. E que o PAX possa deslanchar e atuar efetivamente como ele deve atuar, integrando a pesquisa com a empresa e o Governo”, disse.

Ao lado do PAX, mas em funcionamento pleno, tem o Instituto Santos Dumont (ISD), organização social vinculada ao Ministério da Educação que atua nas áreas de saúde materno-infantil, saúde da pessoa com deficiência, neurociências e neuroengenharia. No ISD está o exoesqueleto Macaíba, que ajudou um tetraplégico a dar o pontapé inicial na Copa do Mundo de 2014. Cientistas de todo o mundo fazem uso da estrutura e dos modernos equipamentos do espaço científico.

“Com o Banco do Nordeste, nós esperamos ampliar as parcerias, justamente para dar mais oportunidades aos jovens em início de carreira para trabalhar projetos inovadores, com tecnologia assistiva e melhoramento do nosso Sistema Único de Saúde (SUS). São várias formas de apoio que o Banco pode fornecer para o ISD, mas podemos sair da inércia no financiamento a startups, pra tirá-las do laboratório e fazer com que elas virem CNPJs”, assegurou Olavo.

Na visita, ficou acordado que as equipes do PAX, ISD e Banco do Nordeste vão focar a atuação inicialmente na área da saúde, convidando outros parceiros, como a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer, Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), secretarias de estado, planos de saúde e hospitais para o planejamento de ações conjuntas.

A comitiva do Banco do Nordeste ainda passou pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) para conhecer os projetos da instituição empresarial – o BNB é parceiro e um dos co-realizadores do Go! RN 2023, maior evento do ecossistema de inovação do estado – e pelo Instituto Metrópole Digital (IMD), da UFRN. Os dois disponibilizam espaços para startups e incubadoras de empresas e estão inseridos na chamada Metrópole Digital, uma área de 16,4 km², que, a partir do IMD, oferece benefícios fiscais para empresas de tecnologia ali instaladas.

A maratona de visitas foi concluída no Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER) e Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), principais centros de pesquisa aplicada e educação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) voltados a essas atividades, no país. “O Banco do Nordeste é um grande participante do setor de energias renováveis e também apoia o desenvolvimento de outras tecnologias, assim como o Senai. Podermos recebê-los no nosso centro para mostrar o que temos desenvolvido nos aproxima ainda mais nesse mercado”, disse o diretor do Senai-RN e do ISI-ER, Rodrigo Mello.

Segundo o diretor de Planejamento do BNB, Aldemir Freire, o foco em energias renováveis começou pelo Ceará, passa pelo RN e deve se estender a outros estados da área de atuação do Banco. “Nós estamos em um processo de ampliação dos conhecimentos que temos sobre energias renováveis, porque nós vemos aí uma área com grande potencial de desenvolvimento. O nordeste brasileiro e o RN, em especial, têm um papel particular de liderança na geração de energias renováveis. Faz parte da gente acumular conhecimento nessa área, até para melhorar nossos processos de financiamento do desenvolvimento da Região”, conclui.

 

 

 

 

 


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