Internacional

Chile homenageia Salvador Allende 48 anos após golpe militar

Diferentes grupos de esquerda no Chile realizaram uma marcha neste sábado (11/09) na capital Santiago para homenagear Salvador Allende, ex-presidente socialista do Chile, assassinado há 48 anos, quando um golpe de Estado, liderado pelo general Augusto Pinochet, foi aplicado no país.

 

Ao chegarem na altura do Palácio de La Moneda, sede da presidência chilena, os manifestantes presentes na marcha tocaram o último discurso proferido por Allende, em 11 de setembro de 1973, data em que ele se recusou a se render ao exército golpista e foi assassinado.

 

A manifestação foi convocada por partidos de esquerda, organizações juvenis, sindicatos, movimentos sociais e grupos de familiares das vítimas da ditadura. A prefeita de Santiago, Iraci Hassler, do Partido Comunista chileno, participou da comemoração. No Twitter, ela escreveu: “Para que nunca mais no Chile: verdade, justiça e reparação”.

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O bloco se deslocou em direção ao Cemitério de Santiago, onde se localiza o Memorial dos Detidos e Desaparecidos. Confrontos com os carabineros, a polícia militar chilena, foram registrados.

 

Ao longo da marcha, diversos manifestantes fizeram falas lembrando as conquistas dos três anos de governo Allende, o legado do líder socialista e a forte repressão que se seguiu ao golpe.

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“Temos a convicção de que há um momento que a história exige de nós, e exige de nós uma luta pela justiça, igualdade e dignidade, pela qual milhares de colegas que deram a vida pelo projeto de mudança e transformação”, declarou o líder do partido Comunes Jorge Ramírez ao jornal La Tercera.

 

Já o líder da coalizão Apruebo Dignidade, e candidato da esquerda à presidência, Gabriel Boric, fez um tour pelo Museu da Memória e dos Direitos Humanos neste sábado e anunciou uma de suas propostas em relação aos detidos e desaparecidos da ditadura militar.

“O Estado do Chile não pode cessar seus esforços para encontrá-los. Por isso, estamos comprometidos com um plano nacional de busca dos detidos desaparecidos, com todos os esforços do Estado para que possamos reparar esta ferida que ainda está aberta”, afirmou.

 

Na ocasião, ele doou ao museu a máquina de escrever do jornalista Augusto “Perro” Olivares, secretário de Allende, falecido em 11 de setembro de 1973 junto do presidente.

Opera Mundi 


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