BAHIA

Construção naval mais próxima de ser reativada no estado

Por Redação RNE

 

Após um hiato de mais de uma década, um dos maiores estaleiros situados na região Nordeste, o Enseada-Tenenge, no município de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, assinou protocolo de intenções com o Governo da Bahia, nesta quarta-feira (10/07) para reativar a estrutura, paralisada na década passada.

 

 

Com investimento previsto de R$ 9 milhões, o projeto tem expectativa de produzir 80 unidades em três anos, gerando mais de 500 empregos diretos e mais de 2.500 indiretos.  Uma das primeiras demandas, segundo a companhia, é a implantação de uma linha de montagem destinada à fabricação de balsas mineraleiras e graneleiras para um cliente no segmento da Mineração.

 

 

 

 

 

Secretário de Desenvolvimento da Bahia, Angelo Almeida, durante assinatura do protocolo com o diretor industrial da Enseada. Foto: Mário Marques

 

 

 

 

“Temos trabalhado muito para ajudar na reativação da Enseada, que no seu auge em 2012, chegou a empregar mais de 7 mil pessoas e triplicou o PIB de Maragogipe, sem falar no esforço de qualificação da mão de obra local e nas empresas que foram atraídas para a região. É um compromisso do governador Jerônimo Rodrigues, do governo do Estado e da SDE”, afirma.

 

 

 

 

 

De acordo com Mário Moura, diretor Industrial da Enseada e representante do Consórcio, o Programa Estadual de Incentivos à Indústria de Construção Naval (PRONAVAL) é um dos melhores programas a nível nacional.

 

 

 

 

 

 

O Parque Industrial do Estaleiro Enseada tem 68.000 mil metros quadrados, com infraestrutura moderna. Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

“Acredito que sem esse benefício, a empresa não seria competitiva, tanto em nível nacional, quanto internacional para construção naval. Ter benefício dessa natureza é essencial para possibilitar a retomada das operações. Estamos na reta final, faltando apenas assinar o contrato junto ao cliente e posteriormente aguardar os recursos do fundo de Marinha Mercante. Estamos na expectativa que esses dois grandes próximos marcos possam ocorrer o mais breve possível”.

 

 

 

 

 

Ainda segundo o diretor Industrial, existe uma expectativa muito grande de toda a sociedade, da comunidade local, do governo da Bahia, dos estudantes, da retomada da construção naval e offshore do Enseada, que foi criado em 2012 para ser um dos maiores estaleiros da América Latina.

 

 

 

 

“Já foram investidos no local mais de um bilhão de dólares no ativo. Temos um altíssimo potencial de geração de empregos e impostos para o estado. Espero que possamos voltar a ser a Enseada que planejamos no passado”, finaliza.

 

 

 

 

Licitação da Transpetro

 

 

 

 

Ao lado do anúncio de retomada do Estaleiro em Maragogipe, a Transpetro anunciou nesta segunda-feira a licitação aberta e internacional de quatro navios handy.

 

 

 

 

 

A diretoria da Transpetro considera que todos os estaleiros nacionais de grande porte estão aptos, desde que comprovem capacidade econômica e técnica. Caso contrário, o concorrente poderá ser desclassificado, conforme preveem as regras da licitação.

 

 

 

 

“Acredito que os estaleiros nacionais vão responder à nossa demanda porque estão, há muitos anos, sem ter encomendas. E acredito que teremos proposta não só de estaleiros nacionais como de internacionais porque há muito tempo não se tinha demanda”, comentou o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

 

 

 

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore informou, nesta segunda-feira (8), considerar que a licitação anunciada pela subsidiária da Petrobras reforça o compromisso com a retomada do setor naval nacional.

 

 

 

“A nova licitação é um marco para a navegação brasileira, que tanto esperou para voltar a impulsionar o motor da economia que cerca essa atividade, ajudando no desenvolvimento econômico e social do país”, manifestou o sindicato em nota.

 

 

Sobre a licitação

 

 

 

A estratégia por construir, em vez de afretar esses navios levou em conta as regras de governança da holding, que faz estudos para verificar o que é melhor para o sistema Petrobras, além de diálogos com todos setores da empresa nos últimos anos, mostrando números estimados de quanto custa afretar, construir no Brasil e construir no exterior,

 

 

 

 

“Houve um diálogo amplo entre a Transpetro e o sistema Petrobras. Chegou-se à conclusão que é mais barato para o sistema Petrobras hoje construir do que afretar porque esses navios handy são de baixa liquidez no mercado — não tem tanto navio no mercado, o que encarece o preço do afretamento. É mais interessante para o sistema Petrobras construir para fazer frente à baixa liquidez que existe no mercado”, argumentou Bacci.

 

 

 

A licitação dos quatro primeiros navios é aberta e internacional. Bacci frisou que a legislação não proíbe que estaleiros em recuperação judicial participem desses projetos, desde que comprovem a capacidade técnica e econômica. “Todos os estaleiros que cumprirem os requisitos técnicos e econômicos da concorrência estão aptos para construir os navios que serão adquiridos”, garantiu.

 

 

 

O presidente da Transpetro ressaltou que a licitação seguiu integralmente as regras de governança e integridade do sistema Petrobras e que todos os estudos demonstram a economicidade favorável à aquisição dos novos navios frente ao afretamento de embarcações.

 

 

 

“Essas aquisições de navios anunciadas hoje são um grande estímulo à indústria naval brasileira e esperamos que os estaleiros nacionais aproveitem esta oportunidade”, afirmou.

 


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