Brasil

Doutor em Psiquiatria confirma efeitos danosos na saúde mental em face da Covid e uso exagerado da Internet

O médico Givaldo Medeiros avalia que muitos dos sérios problemas como consequência da Covid-19 ainda não são conhecidos, mesmo projetando-se como de fortes efeitos.

O médico Givaldo Medeiros, é professor Doutor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal da Paraíba (Foto: Revista NORDESTE)

Portal WSCOM

O professor Doutor Givaldo Medeiros, um dos mais reconhecidos médicos do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal da Paraíba é entrevista da nova edição da <span;>Revista NORDESTE<span;> a circular na próxima semana avaliando com conhecimento de causa os inúmeros problemas mentais advindos do período da pandemia de coronavírus em vigor e ainda os efeitos nos públicos adultos, jovens e crianças pelos exageros no uso da Internet.

Ele avalia que muitos dos sérios problemas como consequência da Covid-19 ainda não são conhecidos, mesmo projetando-se como de fortes efeitos. De acordo com o especialista ” os transtornos de ansiedade aguda; transtorno de estresse pós-traumático e sintomas depressivos são os que principalmente aparecem”.

Para o professor Givaldo, “o que há com a Covid-19, é o que acontece em catástrofes com a humanidade. Os problemas mentais vêm de várias fontes. Desde o estado de ameaça constante que passamos a viver (ameaça da doença, dos nossos entes queridos, ameaça a nossa própria vida), de perda de pessoas próximas, pessoas acometidas pelo vírus que apresentam alterações mentais decorrentes das condições de isolamento e tratamento, e pessoas doentes, durante a virose, e pós-Covid, devido a problemas autoimunes decorrentes da doença”, diz o médico em trecho da entrevista.

O psiquiatra também reflete sobre o uso exacerbado da internet na atualidade e a falta de socialização que esse comportamento acarreta. De acordo com o Doutor Givaldo Medeiros, “a Internet levou a individualidade ao ponto máximo, ao eu sozinho, ao eu me basto, e a uma comunicação virtual, escrita, sem contato físico ou mesmo de fala; na maioria das vezes, com pouca ou nenhuma afetividade genuína”.


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