Nordeste

Estilo “trator” de Gleisi/Ricardo implode PT/PB, inviabiliza Frente Ampla e faz Lula ficar isolado ainda atraindo efeitos da Calvário

Por Walter Santos

Exatamente no momento em que o projeto de candidatura de Lula mais precisa de ampliar apoios, inclusive de partidos de Direita, diante de fortes ataques de bancos e grandes empresários defendendo Golpe de Estado, na Paraiba a novidade ao estilo “trator” da presidente Gleisi Hoffman /Ricardo Coutinho cria sérios problemas ao ex-presidente implodindo o partido ainda impedindo a existência da indispensável Frente Ampla e atraindo graves problemas.

Ao anunciar “de cima pra baixo” o nome do advogado Antônio Barbosa para presidir o PT de João Pessoa sem ouvir as famosas bases, o partido passa a conviver repetindo 2020 – cuja lição não foi aprendida – de momentos difíceis porque a reação ao estilo adotado novamente fere de morte a história petista.

Não adianta agir na marra, no grito, querendo ocultar ou esconder o processo histórico mais forte do que interesses ou narrativas.

EFEITOS IMPLOSIVOS

Mal chegou no PT, o ex-governador desautorizado politicamente pelo PSB que tomou na marra da ex-vereadora Nadja Palitot, já anuncia acordo político sem aval das bases lançando candidaturas contra o governador João Azevêdo que, sem seu apoio, Lula corre perigo na disputa paraibana.

Além de criar crises de fortes efeitos na campanha do líder petista, o ex-governador insere na pauta do debate em 2022 o envolvimento da campanha com a Operação Calvário, cujo conteúdo de esquema de propinas na Saúde difere em tudo da perseguição de Lula na Lava Jato.

O ex-governador “soube vender bem” a tese/narrativa de sua inocência no caso Calvário, mas as muitas provas existentes no processo no decorrer dos tempos a cúpula saberá do erro tácito de absorver cegamente um grave problema então inexistente, que tende a respingar na campanha de Lula. É evidente que o ex-governador precisa e terá amplo direito de defesa, só que os autos são devastadores.

SEM AMPLIAR NÃO VENCE

Na Paraiba, embora Lula dialogue fora do campo progressista como já o fez com vários líderes, entre eles Aguinaldo Ribeiro, o presidente estadual reverbera a tese de dificuldades para conviver com o deputado do PP. Erro infantil porque exatamente de agora em diante,Lula precisará ampliar maximamente seu palanque e não restringir como já faz Ricardo.

É nisto o que dá fazer política com o fígado, e não com o cérebro, na direção oposta de Lula.

Além de tudo, com o “estilo trator” em voga, essa gente ignora os grandes embates e estratégias da Direita à frente ameaçando Lula, portanto, não há outro caminho que não seja abrigar mais partidos e líderes, entre os quais o governador João Azevedo promovendo na atualidade governo probo, eficaz e de resultados positivos por sua capacidade de governar.

ADVERTÊNCIA EM TEMPO

Três grandes empresários nacionais, no caso Pedro Passos, dono da Natura, Pedro Wongtschowski, do grupo Ultra e Horácio Lafer Piva, ex-presidente da Fiesp saíram aos quatro cantos defendendo meios para impedir a vitória de Lula, na mesma linha de Victor Candido, um dos economistas da instituição financeira do banco espanhol Santander, que escreveu um relatório, no qual defende um golpe de estado para evitar o retorno do ex-presidente.

Esse jogo duro só se vence com Pacto ampliado, algo que no exemplo da Paraiba o PT Nacional está fazendo exatamente o contrário – o que na prática fragiliza o projeto Lula 2022.

Quem viver, verá.


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