Rio Grande do Norte

Ex-governador do RN, Geraldo Melo, morre aos 86 anos

O ex-governador do Rio Grande do Norte, Geraldo Melo, morreu na madrugada deste domingo aos 86 anos de idade. Ele vinha sofrendo de um câncer que deu metástase e nos últimos dias estava recebendo cuidados paliativos em casa. O corpo de Geraldo Melo será velado a partir das 10h no Cemitério Morada da Paz. O sepultamento está marcado para às 16h.

Geraldo entrou na vida pública tendo como berço político a cidade de Ceará-Mirim nos anos 1960. Entre 1979 e 1983 foi vice-governador na gestão Lavoisier Maia dentro do acordo entre Alves/Maia quando foi indicado por Aluízio Alves.

 

Em 1986 derrotou João Faustino para o Governo do Rio Grande do Norte numa virada histórica em que ficou celebrizado o apelido “Tamborete” em referência a sua baixa estatura. Geraldo consagrou nesta também o jingle “Sopra um Vento Forte” (ouça abaixo) e a fama de grande orador. Geraldo venceu com 464.559 (50,11%).

 

No exercício do Governo do RN, Geraldo teve embates com os professores, dificuldades para manter a folha em dia (até hoje servidores mais antigos lembram dos pagamentos nos estádios Machadão e Nogueirão em Natal e Mossoró respectivamente) e entrou para a história por finalizar o processo de estadualização da UERN.

 

Ele foi para o PSDB em 1993 e presidiu o partido até 2008 quando deu lugar ao então deputado federal Rogério Marinho.

 

Em 1994 se elegeu senador sendo o mais votado com 441.707 (27,75%) votos numa eleição com duas vagas.

 

Entre 1995/97 foi vice-presidente do Senado numa mesa diretora comandada por José Sarney.

 

Em 2002 numa disputa com Garibaldi Alves Filho e José Agripino acabou ficando em terceiro lugar e não conseguindo se reeleger. Geraldo voltou a disputar o Senado sem qualquer apoio em 2006, após ser escanteado do acordo que uniu Alves/Maia. Ele ficou em terceiro lugar com 155.608 (10,65%) no pleito vencido por Rosalba Ciarlini (na época no DEM).

 

Geraldo só voltaria a disputar eleições em 2018, já de volta ao PSDB, após passagem pelo PPS. Ele surpreendeu ao ficar em terceiro lugar para o Senado recebendo 382.249 (13,14%) votos ficando a frente de nomes como Garibaldi e Antônio Jácome (Podemos).

 

Depois de disputar a última eleição Geraldo se dedicou a literatura escrevendo “Luzes e sombras do Casarão”, durante a pandemia, em 2020. Seu último ato na vida pública foi ser eleito ano passado para a Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL) para a cadeira 32 que era ocupada pelo jornalista João Batista Machado.

 


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