Brasil

“Foi como se tivesse vindo do PCC”, diz deputada ameaçada por Eduardo Bolsonaro

A deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) vem sendo perseguida e ameaçada por Eduardo Bolsonaro e ingressou com uma representação contra ele no Conselho de Ética da Câmara e irá registrar um Boletim de Ocorrência.

247 – “Me senti muito ameaçada, como se tivesse vindo do PCC, não vi diferença por causa da possível ligação com milícias” – é assim que a deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) reagiu à nova onda de ameaças de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) contra ela.

Integrante da base de apoio a Jair Bolsonaro até o final de 2019, a deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) ingressou nesta terça-feira (14) com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e disse que pretende registrar um boletim de ocorrência. Ao abrir o Instagram na segunda-feira (13), um dia após participar do ato do MBL na avenida Paulista (SP), a congressista viu que o parlamentar lhe havia marcado em um story. Na imagem, ela aparecia de mãos dadas com Bolsonaro pai, era chamada de traidora e tinha um alvo em cima de seu rosto.

“Me senti muito ameaçada, como se tivesse vindo do PCC, não vi diferença por causa da possível ligação com milícias. E ele [Eduardo Bolsonaro] não é qualquer deputado, tem milhões de seguidores, é filho do presidente. Estava incentivando para que loucos façam alguma coisa contra mim, e essas pessoas são capazes de fazer, sim, porque acham que assim vão ser reconhecidos pela família Bolsonaro”, afirmou à coluna Universa, publicada no portal Uol. 

“Estamos protocolando um boletim de ocorrência, farei denúncia ao Ministério Público e ingressei com uma representação no Conselho de Ética da Câmara. Vou usar todas as ferramentas possíveis. O que ele fez não foi uma brincadeira. Vieram muitas reações da claque dele, ataques, ofensas”, complementou.

A deputada rebateu o rótulo de traidora. “Na verdade, fomos nós os parlamentares que nos sentimos traídos por Bolsonaro, porque ajudamos o presidente a ser eleito em busca de uma agenda que não foi cumprida. Mas nosso alcance é menor que os filhos do presidente, por exemplo. Seus aliados querem, com a força digital que tem, carimbar a traição em nós”, continuou.

“Comecei a me sentir traída já no início de 2019, quando apareceram os primeiros casos de corrupção envolvendo o Flávio [Bolsonaro, senador]. Sempre diziam para a gente que era mentira, perseguição”, disse.

*Brasil247


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