Internacional

Gabriel García Márquez: a força generosa da criatividade

 Por Luiz Claudio Ferreira, repórter da Agência Brasil – Brasília

Tratar do que o cerca e, ao mesmo tempo, expandir os horizontes para o mundo. Lembrar da infância e, junto, provocar o despertar diante do estranhamento às lógicas dos adultos. Ser realista e denunciador, mas com elementos do mistério, do inusitado e do transcendental.

 

Reunir detalhes com tão evidentes texturas, em ficção, que pareciam até verdade. O escritor colombiano Gabriel García Márquez (1927 – 2014), Nobel de Literatura de 1982, e que faria 95 anos neste domingo (6), encanta leitores mundo afora com romances consagrados, e seu “realismo fantástico“, com uma escrita colorida pelos contrastes.

 

Dentre os admiradores de sua obra, o cineasta inglês Justin Webster mergulhou no mundo do escritor para realizar o documentário Gabo: a criação de Gabriel García Márquez (disponível na plataforma Netflix desde o ano passado e com quatro prêmios internacionais no currículo).

Assista ao trailer oficial do filme Gabo

“O trabalho de García Márquez é uma expressão tremendamente latino-americana, e também universal, da força generosa da criatividade”, afirmou o diretor em entrevista à Agência Brasil. A admiração pela obra do colombiano fez com que o inglês se detivesse a investigar e percorrer o pensamento e as inspirações dele para entender as origens da criatividade que gerou ao menos 30 obras como Cem Anos de Solidão (1967), O Amor nos Tempos do Cólera (1985), Crônica de uma Morte Anunciada (1981) e Notícia de um sequestro (1996). Neste livro, por exemplo, Gabo mistura realidade e ficção. O escritor fez carreira no jornalismo antes de se tornar um dos principais romancistas do século 20.


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