MARANHÃO

Governo do Maranhão fortalece conexões logísticas internacionais com o Panamá

As negociações para fortalecer um protocolo de cooperação entre o Porto de Itaqui, no Maranhão, e e Canal do Panamá, podem estar mais próximas de ser  finalizado.

 

O governador Carlos Brandão, encontra-se em missão no país caribenho, para não apenas conhecer as operações do porto panamenho, mas também busca posicionar o Maranhão como um hub estratégico para a logística e exportação, explorando as vantagens da proximidade com o Caribe e a eficiência oferecida pelo canal.

 

Oportunidades para o Porto do Itaqui

 

Essas tratativas representam uma oportunidade significativa para a redução de custos, devido à proximidade com o Caribe, potencializando um escoamento eficiente das mercadorias do Maranhão.

 

O Porto do Itaqui, sendo o maior porto público do Arco Norte e o quarto maior do Brasil em movimentação de cargas, possui uma localização estratégica que favorece a eficiência logística.

 

“Nosso governo busca constantemente parcerias que possam expandir a capacidade logística do Porto do Itaqui. O Maranhão tem o maior porto público do Norte-Nordeste, conectado a uma malha ferroviária essencial para a exportação de grãos. Além disso, oferecemos segurança política e jurídica para interessados em explorar todas essas potencialidades”, afirmou o governador.

 

A importância do Porto do Itaqui para o agronegócio brasileiro facilita a exportação de produtos e impulsiona a economia local e nacional. Em 2023, o porto movimentou mais de 36 milhões de toneladas de cargas gerais, refletindo sua relevância e capacidade operacional, segundo dados da Emap – Empresa Maranhense de Administração Portuária.

 

Até maio de 2024, o porto já movimentou 6 milhões de toneladas, incluindo granéis líquidos, sólidos e cargas em geral. Grandes empresas como Tegram, Suzano, Santos Brasil, COPI, Transpetro e Vale são algumas das principais usuárias das instalações portuárias.

 

Berços públicos de grãos mais produtivos do país

 

Com nove berços de atracação, o Porto do Itaqui pode receber simultaneamente várias embarcações de grande porte, reduzindo o tempo de espera para atracação e os custos operacionais para os transportadores.

 

Em 2023, os berços 100 e 103 operaram mais de 15 milhões de toneladas de soja e milho, sendo reconhecidos como os berços públicos de grãos mais produtivos do Brasil.

 

O Itaqui está integrado a uma rede de transporte multimodal, incluindo três ferrovias (Norte-Sul, Transnordestina e Carajás) e rodovias, facilitando o escoamento das cargas para outras regiões do Brasil e para o exterior. Essa conectividade é um diferencial crucial para quem busca eficiência logística.

 

Canal do Panamá

 

O Panamá é a segunda maior economia da América Central, ligando as Américas do Norte e do Sul. Inaugurado em 15 de agosto de 1914, o Canal do Panamá, considerada uma grande obra de engenharia, corta o centro do país, ligando os oceanos Atlântico e Pacífico. Esta rota de navegação inclui mais de 140 conexões comerciais e interliga aproximadamente 80 países.

 

Com 77 quilômetros de extensão, o canal movimenta cerca de US$ 270 bilhões em mercadorias, recebendo cerca de 15 mil navios que representam 4% do comércio mundial.

 

Porto do Itaqui e Canal do Panamá

 

A colaboração entre o Porto do Itaqui e o Canal do Panamá é reforçada por parcerias estratégicas com entidades brasileiras, como a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), o Porto de Suape e a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso.

 

Estas parcerias visam fomentar atividades comerciais conjuntas, treinamento, estudos de mercado e modernização, fortalecendo ainda mais a relevância do Canal do Panamá no comércio global.

 

Segundo a Gilberto Lins, presidente da Emap, o início de tratativas para um possível acordo bilateral entre o Porto do Itaqui e o Canal do Panamá abre novas possibilidades para o comércio internacional, beneficiando não apenas o Maranhão e o Brasil, mas também diversos mercados globais.

 

“Essa parceria estratégica tem o potencial de posicionar o Brasil de forma ainda mais competitiva no cenário econômico global, ampliando o alcance e a eficiência das exportações brasileiras”.


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