Política

Humberto Costa diz que não vetou nome de Marilia Arraes

O senador Humberto Costa (PT-PE) se manifestou na noite desta terça-feira (22) sobre as articulações envolvendo a saída da deputada Marília Arraes do PT e sua eventual candidatura a governadora, abrindo um segundo palanque para o ex-presidente Lula no estado.

 

Numa sequência de tweets, Humberto Costa disse que nunca se opôs à candidatura de Marilia para nenhum cargo. O senador afirmou que em reunião do diret´rio estadual do PT foi aprovada a indicação de Marília para uma vaga ao Senado na chapa encabeçada por Danilo Cabral (PSB).

 

Numa crítica velada à parlamentar, HumbertoCosta disse que é filiado há 42 anos no mesmo partido e que seus projetos políticos não estão acima do PT.

 

“No exemplo mais recente, abri mão da minha candidatura ao governo de Pernambuco, a pedido do PT e de Lula, para favorecer uma aliança com o PSB e uma ampla frente nacional de enfrentamento a Bolsonaro. Não saí brigando, ofendendo ou culpando ninguém”, disse Costa.

Leia, abaixo a sequência do senador:

A propósito de declarações sem autoria assumida que andam saindo na imprensa, quero esclarecer algumas coisas para reposição da verdade. Segue o fio

 

Nunca houve veto de minha parte ao nome da deputada Marília Arraes para o que quer que fosse. Eu, aliás, fui um dos que trabalhou pela sua entrada no @ptbrasil e a levei ao presidente Lula para discutir seu ingresso no nosso partido. (2)

 

Na reunião do último domingo, de que participei, antecipamos uma decisão que o partido tomaria só mais tarde: aprovamos, por unanimidade, o nome da deputada para o Senado na chapa da Frente Popular. Três outros companheiros que pleiteavam a vaga desistiram em favor dela. (3)

 

Essa decisão foi absolutamente apoiada pelo PT nacional e por @LulaOficial para que Marília seguisse conosco. Mas ela, que não participou do encontro e se fez representar por um assessor, também dirigente partidário, recusou a vaga, com ataques ao nosso partido. (4)

 

Estou há mais de 42 anos no PT e conheço o presidente Lula desde antes da fundação do partido. Nunca fui filiado a nenhuma outra legenda na minha vida, ao contrário de muitos que fazem sucessivas trocas partidárias. (5)

 

Sempre cumpri – de forma disciplinada, mas sem qualquer subserviência – as decisões do PT e de Lula mesmo que elas me contrariassem. E ajo assim porque faço política em favor de causas, e não de projetos pessoais. Meu projeto individual não é maior do que o projeto do PT. (6)

 

No exemplo mais recente, abri mão da minha candidatura ao governo de Pernambuco, a pedido do PT e de Lula, para favorecer uma aliança com o PSB e uma ampla frente nacional de enfrentamento a Bolsonaro. Não saí brigando, ofendendo ou culpando ninguém. (7)

 

Dito isso, não pretendo alongar discussões pequenas.Tenho assuntos mais elevados para tratar. Ingressei, hoje, no Grupo de Tática Eleitoral (GTE) do PT, que tem o propósito de discutir estratégias para o importante pleito de outubro próximo. (8)

 

Mandatado por Lula, estou – juntamente com outros ex-ministros da Saúde dos nossos governos e diversos cérebros da área – iniciando discussões para elaborar um amplo plano de reestruturação deste setor, tão golpeado por Temer e Bolsonaro. (9)

 

Então, para mim, esse tema é assunto superado. Desejo sucesso à deputada Marília Arraes. (10 – FIM)


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