INTERNACIONAL

Japão diz que aliança entre Rússia e Coreia do Norte piora segurança regional

Tóquio (Lusa) – O Japão disse nesta quinta-feira (20) que a situação de segurança no país é “cada vez mais difícil”, depois da Rússia e a Coreia do Norte terem assinado um tratado de assistência militar mútua em caso de ataque.

 

“O Japão está a observar o resultado do acordo entre a Rússia e a Coreia do Norte com grande interesse, uma vez que neste momento, é cada vez mais difícil o ambiente de segurança que rodeia o país, dado o reforço militar entre estas nações”, disse o porta-voz do Governo japonês, Yoshimasa Hayashi, em conferência de imprensa.

 

De acordo com a agência de notícias EFE, Tóquio está preocupado com a possível cooperação técnico-militar entre Moscou e Pyongyang, que,  se acontecer, violaria as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

 

“A vontade da comunidade internacional é procurar extinguir o plano nuclear e de mísseis balísticos da Coreia do Norte, mas a Rússia estaria a violar esta resolução, para obter armas e utilizar na invasão da Ucrânia”, acrescentou Hayashi.

 

A reação do Japão surge depois de o dirigente norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente russo, Vladimir Putin, terem  mantido reuniões em Pyongyang, na  última quarta-feira (19), na primeira visita do líder russo à Coreia do Norte em mais de 24 anos.

 

Neste contexto, assinaram um acordo de parceria estratégica global, que substitui os acordos bilaterais assinados até agora por Moscou e Pyongyang, e também proíbe os dois lados de assinarem pactos com países terceiros que violem os interesses fundamentais da outra parte e não participem em tais atos.

 

“Se uma das duas partes estiver sujeita a situações de guerra devido a uma invasão armada de um país individual ou várias nações, a outra parte fornecerá assistência militar e outra assistência sem demora, mobilizando todos os meios possíveis ao seu alcance, de acordo com o artigo 51 da Carta das Nações Unidas e as leis da RPDC e da Federação Russa”, lê-se no acréscimo do tratado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA e ao qual a sul-coreana Yonhap teve acesso.


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