Brasil

Natalia Pasternak critica cloroquina e diz que Brasil poderia ter evitado 375 mil mortes

A microbiologista Natalia Pasternak afirmou à CPI da Covid que “três de cada quatro mortes teriam sido evitadas se o Brasil estivesse na média de controle mundial da pandemia”. “375 mil mortes teriam sido evitadas se tivéssemos melhor controle da pandemia”, destacou a pesquisadora, citando dados enviados pelo epidemiologista Pedro Hallal, professor da Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas e coordenador do Epicovid-19, o maior estudo sobre coronavírus no País.

Ainda segundo ela, o governo Jair Bolsonaro seguiu estimulando o uso de medicamentos ineficazes, como a cloroquina, contra a Covid-19 apesar de pesquisas já mostrarem a ineficácia da droga desde meados de junho e julho do ano passado. “O conhecimento nacional e internacional de que cloroquina e ivermectina não funcionavam começou por volta de junho e julho de 2020”, disse ela em resposta a uma pergunta da senadora Kátia Abreu (PP-TO).

Ela também destacou que o “hype da cloroquina, um medicamento barato”, começou em março de 2020 com uma apresentação feita por um grupo da China que mostrava atividade in vitro da droga contra o coronavírus. Depois, novos estudos ressaltaram a ineficácia do medicamento.

Mais cedo, ela e o médico sanitarista e ex-diretor da Anvisa Cláudio Maierovitch já haviam criticado o uso da cloroquina contra a Covid-19 em função de pesquisas científicas apontarem que o medicamento era ineficaz contra o coronavírus e pelos riscos adversos decorrentes do uso da substância.


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