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Brasil

03/10/2013


Caminhoneiros negociam e liberam passagem para o porto de Salvador

BAHIA

Reunião realizada no Ministério Público da Bahia, na manhã de ontem (2), deu início as negociações entre o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado da Bahia (Sindicam-Ba) e o Sindicato das Empresas de Transportes de Contêineres da Bahia.

Impedindo o acesso de caminhões ao porto de Salvador desde a última segunda-feira, os integrantes do Sindicam decidiram liberar a entrada para carga e descarga, que desde então estava prejudicada. De acordo com o sindicato que defende os caminhoneiros, a suspensão do protesto se deu após a promessa de negociação feita pelo MP e pelas empresas.

Os manifestantes pedem o reajuste de cerca de 20% sobre o valor da tabela de frete de 2012. Eles alegam que o prejuízo causado pelo aumento de combustível está em torno de 22%. A categoria também quer melhorias nas condições de trabalho, além de reivindicarem contra a nova lei municipal de carga e descarga, que segundo eles reduziu para aproximadamente 5 horas e meia o tempo diário de trabalho.

“A prefeitura passou a exigir que a gente cumpra a lei de carga e descarga, mas não deu alternativa para os caminhões passarem e isso está prejudicando o nosso trabalho”, afirmou o caminhoneiro Aroldo José Santos Tavares, que participava do protesto na entrada do porto. Na opinião dele, a lei só deveria valer após a liberação da via expressa, alternativa que atenderia a classe e diminuiria o fluxo de caminhões nas principais vias da cidade. “Essa proibição não vai acabar com o engarrafamento de Salvador. O que deveria existir é o rodízio de carros, igual acontece em outras cidades”, continuou.

De acordo com o presidente o Sindicam-Ba, José Carlos da Silva, a parte do sindicato foi feita. “Nós estamos sendo muito sensíveis cedendo ao pedido das empresas, mas também esperamos um posicionamento rápido sobre as nossas reivindicações”, lembrou. Segundo ele, a primeira mesa de negociação acontece hoje e deve apresentar avanços. Ele ressaltou que caso isso não aconteça, novos protestos vão ocorrer no porto, gerando ainda mais prejuízo às empresas.

A manifestação em frente ao porto marítimo promoveu longas filas de caminhões na Avenida da França, já que os profissionais que chegaram de outros estados não tinham onde estacionar os veículos. Os veículos que traziam carga de frutas foram os mais prejudicados com a ação.

iG Bahia

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