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Brasil

07/10/2014


Com PSB rachado, Marina Silva cogita dar apoio a Aécio Neves

Após a derrota de Marina Silva no primeiro turno, o PSB enfrenta o debate sobre seu apoio e a previsão é de que as lideranças se dividam entre as candidaturas da presidente Dilma Rousseff e a do tucano Aécio Neves. Nos bastidores, socialistas admitem que Marina estuda declarar seu apoio pessoal a Aécio.

Para justificar este endosso, a ex-senadora tentará manter uma motivação programática e, por isso, apresentou aos tucanos a exigência de incorporação de alguns pontos a serem incorporados no programa de governo de Aécio, entre eles, o fim da reeleição e compromissos na área ambiental.

“Não tenho dúvida de que alguns pontos do programa de governo devem ser incorporados e que esse apoio a Aécio deve se verificar”, disse o ex-deputado Alfredo Sirkis, que integra da Rede Sustentabilidade, legenda informal liderada por Marina e atualmente abrigada, em grande parte, no PSB. Sou favorável ao apoio a Aécio porque defendo a alternância de poder. Doze anos de governo do PT já está de bom tamanho”, disse o ex-deputado.


O PT, por sua vez, tenta conseguir agora, que pelo menos haja por parte do partido que abrigou Marina uma decisão de não formalizar apoio ao tucano. Os petistas recorreram aos socialistas históricos para tentar resgatar a relação perdida após o rompimento de Eduardo Campos com o governo, no final de 2013, antes de se lançar na disputa.

Para isso, logo no domingo, tanto Dilma, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparam ligações para restabelecer as pontes com os socialistas. Dilma ligou para o presidente do partido, Roberto Amaral, de quem é próxima. Amaral sempre fez questão de exaltar a amizade com a presidente, se negando a criticá-la, mesmo durante o período em que esteve engajado na campanha de Marina.

Lula, de acordo com petistas, disparou ligações para dirigentes da legenda, entre eles, Amaral. O ex-presidente ainda se dedicou na noite de domingo a falar por telefone com os candidatos do PSB que estão disputando o governo no Amapá, Camilo Capiberibe, e da Paraíba, Ricardo Coutinho. Além de parabeniza-los pela vitória em primeiro turno, Lula confirmou apoio a eles nos estados e pediu a contrapartida.

Mais: Marina sinaliza apoio a Aécio, mas diz que decisão ainda será discutida

O apoio formal a Aécio é desejo de grande parte do PSB. No entanto, quadros históricos do partido querem evitar que isso ocorra e cogitam liberar os filiados para atuarem no segundo turno de acordo com as conveniências locais.

Além de Amaral, Coutinho, e Capiberibe – incluindo a deputada reeleita Janete Capiberibe e seu marido, o senador João Capiberibe -, o PT pretende contar, para minar o apoio a Aécio, com a ação do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, derrotado no primeiro turno por Paulo Hartung (PMDB) e aliado, de primeira hora do tucano.

Os petistas também buscam pontes com a senadora baiana Lidice da Mata, que disputava o governo da Bahia e foi vencida pelo candidato do Rui Costa (PT) e com a deputada reeleita Luiza Erundina, ex-petista que não faz segredo de sua impossibilidade de apoiar os tucanos.

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