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Paraíba

14/05/2020


Coronavírus: ex-senador dono de emissora sugere apedrejar jornalistas que noticiam mortes pela doença

Roberto Cavalcanti apontou uma suposta influência nos resultados de exames

O ex-senador eleito pela Paraíba, Roberto Cavancanti, proprietário do Sistema Correio de Comunicação, afiliada da Rede Record no Estado, rompeu o silêncio, segundo ele, após 62 dias de confinamento, e falou sobre o atual cenário de pandemia da Covid-19, nesta quinta-feira (14), durante entrevista por telefone ao programa Correio Debate, da Rádio Correio FM, que também pertence ao seu grupo de comunicação.

Durante conversa com os apresentadores Nilvan Ferreira e Vitor Paiva, Roberto Cavalcanti abordou o drama vivenciado pela saúde pública e privada e, principalmente, sobre a influência e efeitos negativos provocados pelo coronavírus no mercado empresarial e na economia.

No entanto,  a parte final do diálogo chamou bastante a atenção dos ouvintes, quando o empresário da Comunicação abordou a forma como a mídia tem explorado as informações relativas à Covid-19, insinuando uma possível manipulação de dados perante a opinião pública e admitindo até o “apedrejamento” de jornalistas e radialistas que praticarem essa forma de divulgação.

“Tem determinadas emissoras que ao dar o placar de quantos morreram no país naquele dia, parece que um gol da seleção do Brasil. ‘Hoje 10 mil gols, batemos recorde’, não sei o que lá, tudinho… (sic). Isso é uma vergonha, isso é um país que deveria ter vergonha na cara, um jornalista, um radialista que fizesse um negócio desses deveria ser apedrejado na rua, entendeu”, disse Cavalcanti.

E o empresário continuou: “Na verdade, eu descarrego esse meu silêncio de 62 dias para hoje, talvez me exaltei. Peço desculpas, na verdade a minha forma de conduzir é na parcimônia, de agregar, de conquistar, mas têm momentos que você assiste o assassinato de pessoas, o assassinato de empresas, e não é possível que o Brasil não se revolte contra isso, e deixe de lado o problema de ser de um lado ou de outro da política”.

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