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Brasil

04/04/2016


Governo e ministras repudiam matéria da IstoÉ e veem declarações machistas

As ministras Nilma Lino Gomes e Eleonora Menicucci, que comandam as pastas das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Secretária de Políticas para as Mulheres, respectivamente, gravaram vídeos com mensagens em apoio à presidente Dilma Rousseff e contra ataques machistas contra Dilma.

"Estereótipos de gênero sempre foram utilizados para tentar atingir a integridade e a importância das mulheres. Não passarão! Isso é machismo, isso é violência de gênero", denuncia Nilma Lino Gomes. Ela diz ter "orgulho de ser brasileira e de ser liderada pela primeira mulher eleita presidenta do Brasil, Dilma Rousseff".

Já a ministra Eleonora Menicucci faz ataques diretos à revista IstoÉ, que neste fim de semana publicou uma capa polêmica, alvo de diversas críticas de machismo. A reportagem principal compara a presidente a Maria I, a Louca, rainha de Portugal no fim do século 18, e trata do que diz serem casos de descontrole emocional de Dilma.

"Istoé sexista! IstoÉ machista! Istoé golpista! Somos contra todo e qualquer tipo de violência contra as mulheres. Principalmente quando essa violência se abate contra a presidenta da República. Somos contra o golpe. Não passarão! O que teremos é mais igualdade de gênero. Vá em frente, Dilma! Estamos com você", disse a ministra.

A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu no sábado a abertura de inquérito para apurar crimes de ofensa praticados pela publicação contra a presidente Dilma (leia mais).

 

Confira abaixo nota do Governo Federal sobre a publicação da IstoÉ:

#GovInforma: Isto é uma publicação fora de si

A frase é conhecida: “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”. A autoria é controversa, mas a aplicação tem sua vertente diante de crises políticas mais agudas. A revista IstoÉ tem se esforçado para trazer a máxima ao presente, sombrear o quanto pode a verdade e jogar na lata do lixo da história qualquer rastro de credibilidade que um dia já teve.

Seria fácil rebater minuciosamente a escandalosa, leviana, sexista, covarde e – por que não? – risível peça de ficção que produz na edição deste fim de semana. Mas fazer isso seria tratar como jornalismo o que não é; seria conferir respeito ao que, no fundo, é inqualificável; seria pensar que algo ali pode ser crível e confiável, o que está muito longe de ser. O único respeito que merece é para os eventuais remédios que se possa tomar contra os delírios e surtos de descontrole da revista. Uma publicação fora de si.

A democracia trouxe a liberdade de imprensa e de expressão, cláusulas pétreas de uma sociedade madura como a brasileira. Exercê-las, no entanto, exige responsabilidade com que se escreve e se publica. Por essas razões, e de tão inconsistente e intolerável, a única resposta adequada são as medidas judiciais que a Presidência da República tomará contra a revista.

Matéria da IstoÉ:

http://www.istoe.com.br/reportagens/450027_UMA+PRESIDENTE+FORA+DE+SI?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage


Brasil 247

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