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Pernambuco

12/04/2016


Mais da metade dos recifenses confiam em Moro, mas não votariam nele

Considerado “linha dura”, o juiz federal Sérgio Moro não é dado a exposições públicas, embora sua figura seja uma das mais notórias no noticiário dos últimos tempos. À frente das investigações da Operação Lava Jato, ele é aplaudido por uns e rechaçado por tantos outros. Apesar de atuar na Vara de Curitiba, o magistrado é conhecido por 79,9% dos recifenses. Desse total, segundo pesquisa da IPMN, mais da metade (56,4%) afirma que confia em Moro.

Porém, apesar de capitanear uma das ações mais simbólicas do combate à corrupção no País, Moro ainda não ganhou às graças do eleitorado. Em eventual disputa presidencial, o magistrado enfrentaria rejeição, uma vez que 57,3% responderam que não votariam nele. Num cenário com os nomes do ex-presidente Lula e da ex-candidata à Presidência da República Marina Silva, ele amealharia 15,9% do apoio, ficando atrás dos dois candidatos.

INSTITUIÇÕES

Pela primeira vez desde o início das pesquisas de opinião do IPMN, a Polícia Federal é considerada a instituição mais confiável pelo recifense.

Os números apontam que 21,8% dos entrevistados acreditam que a entidade é a mais digna de confiança. Em alta por causa dos cumprimentos de mandados na Operação Lava Jato, a PF sempre esteve bem posicionada, mas nunca na liderança.

No entanto, o professor Adriano Oliveira, coordenador da pesquisa, aponta para um fator preocupante: a descrença nas instituições políticas. Nem o Congresso nem as esferas do poder Executivo aparecem na lista de preferência dos entrevistados. “Ao mesmo tempo que a pesquisa mostra que os entrevistados avaliam a PF como uma polícia independente do poder político, não aparece o Congresso e isso demonstra a insegurança com os políticos e a falta de confiança”, afirma.

O instituto ouviu 624 pessoas nos dias 4 e 5 de abril. As entrevistaram foram realizadas no Recife. A margem de erro é de quatro pontos para mais ou para menos. Do total de entrevistados, 55,3% são mulheres e 48,9% têm ensino médio completo ou superior incompleto.  

JC Online

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