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Brasil

28/10/2013


‘Não vemos com hostilidade candidatura de Campos’, diz ministro de Dilma

ELEIÇÕES 2014

Conformado em abrir mão do mandato sem garantia de permanência num eventual segundo governo da presidente Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirma que há no PCdoB a expectativa de que o PT retribua os apoios que vem recebendo eleição após eleição. Em entrevista concedida ao iG poucos dias depois de retirar sua candidatura ao governo de São Paulo a pedido de Dilma, Aldo diz que vê como certo o endosso à reeleição da petista. Mas avisa que isso não significa um rompimento dos laços que seu partido e ele próprio mantêm com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

 

Após ficar no governo a pedido de Dilma, ministro diz que apoia presidente, mas tem ‘grande apreço’ pelo socialista. Ele avisa que o PCdoB espera do PT retribuição de apoios e aponta risco de ruptura em São Paulo

Conformado em abrir mão do mandato sem garantia de permanência num eventual segundo governo da presidente Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirma que há no PCdoB a expectativa de que o PT retribua os apoios que vem recebendo eleição após eleição. Em entrevista concedida ao iG poucos dias depois de retirar sua candidatura ao governo de São Paulo a pedido de Dilma, Aldo diz que vê como certo o endosso à reeleição da petista. Mas avisa que isso não significa um rompimento dos laços que seu partido e ele próprio mantêm com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

“Nós não vemos com hostilidade a candidatura de Eduardo Campos”, afirma o ministro, ao ponderar que não considera “definitiva” a entrada do socialista na corrida presidencial do ano que vem. “Eu, por ele, pessoalmente, tenho um grande apreço e uma amizade muito grande”, completa o ministro.

Questionado sobre o fato de ter aceitado retirar a candidatura em favor do PT – ele se comprometeu com Dilma também a não disputar uma vaga de deputado federal –, Aldo diz que o PCdoB vem se esforçando, nos últimos anos, para ter um “protagonismo” maior nas eleições. “Seria um grande momento, para mim, poder disputar o governo de São Paulo. E nós abrimos mão. Às vezes, se nós somos aliados, abrimos mão. A nossa expectativa é de que o outro aliado também possa abrir mão, no caso o PT. É uma expectativa”, disse.

Atualmente, o PCdoB se esforça para amarrar acordos em Estados onde vê chances de apresentar candidaturas fortes. É o caso do Maranhão, onde o alinhamento entre o PT e o PMDB da governadora Roseana Sarney contribuiu para aproximar o pré-candidato Flávio Dino (PCdoB) do PSB de Eduardo Campos.

 

Embora garanta o endosso à reeleição de Dilma, Aldo aponta para a possibilidade de uma ruptura na aliança tradicional entre PT e PCdoB em São Paulo. Os petistas já têm engatilhada a candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Mas, segundo o ministro do Esporte, o PCdoB não descarta apoiar outros nomes que tenham alinhamento com Planalto. Ele cita especificamente os nomes do peemedebista Paulo Skaf, já colocado para a disputa, e do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), também cotado para a corrida ao Palácio dos Bandeirantes.

“No PCdoB de São Paulo, não houve decisão ainda em relação à candidatura ao governo do Estado. Temos grande apreço ao ministro Padilha, mas temos também uma relação muito boa com outros setores que apoiam a presidente Dilma. Como é o caso do Paulo Skaf, que é candidato do PMDB, e o próprio Gilberto Kassab, que também é pré-candidato a governador”, diz o ministro do Esporte.

Embora tenha aceitado ficar na Esplanada ao menos até o fim da Copa, Aldo afirma que não conversou com a presidente sobre sua permanência num eventual segundo governo. Admitindo a preocupação em ficar sem mandato, o ministro diz que o momento é de investir nos preparativos da competição.

Aldo minimiza a relação entre os protestos ocorridos em junho e a Copa. E nega a preocupação com o risco de novas manifestações durante os jogos do ano que vem. “Eu creio que, quando as seleções classificadas para a Copa começarem a chegar ao Brasil, quando os 600 mil turistas começarem a chegar às 12 cidades-sede, vamos viver um clima de confraternização e não de protesto”, disse o ministro, ao relembrar as tensões que marcaram os jogos da Copa das Confederações.

“As manifestações não tiveram relação com a Copa. Elas começaram em São Paulo, onde não havia Copa das Confederações”, afirmou.

Segundo ele, o que as manifestações evidenciaram é que os brasileiros esperam um padrão semelhante ao da competição nos serviços públicos. Por isso, diz ele, a meta do ministério é entregar as obras dentro do prazo e com a devida fiscalização da aplicação de recursos públicos. A ideia, diz ele, é transformar a Copa em referência para assegurar avanços em outras áreas no Brasil.

 

iG

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