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Pernambuco

27/04/2016


PM do PE decide hoje se entra em greve e Governo planeja decretar ilegalidade

Com a forte possibilidade de que os policiais e bombeiros militares decidam pela deflagração de uma greve, na tarde desta quarta-feira (27), O Governo do Estado já estuda medidas judiciais para barrar a paralisação. Adotando a mesma estratégia em relação à Polícia Civil, em fevereiro deste ano, será solicitada à Justiça que a greve da PM seja considerada ilegal e que os militares sejam obrigados a voltar às ruas, sob pena de multa diária.

A principal reivindicação da categoria é quando ao reajuste salarial de 16,5%, com base na inflação de 2014 e 2015. No entanto, o pleito não será atendido pelo Estado – sob o argumento de crise financeira nos cofres públicos. A partir das 14h, acontece mais uma rodada de negociações entre representantes das associações de militares e com o Governo do Estado. Deputados estaduais também devem estar presentes.

É possível que outros benefícios à categoria sejam apresentados como forma de acalmar os ânimos e evitar a greve. Mas ainda é difícil prever se os militares vão aceitar, porque a insatisfação da categoria vem atingindo patamares alarmantes – não só pelos salários, mas também pela falta de condições básicas de trabalho.

A outra estratégia adotada pelo Governo em caso de greve, antecipada pelo RondaJC, é ter o apoio da Força Nacional. O governador Paulo Câmara já confirmou que solicitou a ajuda ao Governo Federal – repetindo medida adotada pelo ex-governador João Lyra Neto, na greve de maio de 2014. A medida visa ter a Força Nacional e o Exército nas ruas, diminuindo o clima de insegurança e coibindo arrastões e saques a estabelecimentos comerciantes, como os que foram registrados na última paralisação.

Em reunião na Secretaria de Defesa Social (SDS), nessa segunda-feira (25), comandantes dos batalhões da Polícia Militar foram orientados a conversar com os militares e pedir apoio neste momento de crise para que a greve não seja aprovada.

Decisão

A partir das 14h, policiais e bombeiros militares estarão concentrados em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco. De lá, seguem em passeata até o Palácio do Campo das Princesas, onde podem decidir pela greve caso as reivindicações não sejam aceitas ao menos parcialmente.

JC Online

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