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Brasil

25/04/2016


‘PSB foi ingrato com a presidente Dilma’, diz vice-líder no Senado

O vice-líder do governo na Câmara, Sílvio Costa, disse que o PSB de Pernambuco foi ingrato com os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff e "graças a esta ingratidão", foi um dos maiores responsáveis pela abertura do processo de impeachment na Câmara. "O PSB de Pernambuco é um PSB que foi ingrato com o PT. Foi ingrato, pois o maior governador da história de Pernambuco foi Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma continuou prestigiando o Estado. Tudo o que aconteceu em Pernambuco, desde que Eduardo Campos ([PSB] ex-governador , falecido em um acidente aéreo em 2014) assumiu, foi com o carimbo de Lula".

Segundo o parlamentar, "no dia da eleição, governadores do Nordeste ficaram indignados com o comportamento do PSB e do governador Paulo Câmara", afirmou em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco. "Por exemplo, o governador Paulo Câmara, que é um cara que não tem palavra, esteve com o presidente Lula no hotel conversando e disse ao presidente Lula que não iria liberar os deputados federais para votar, mas ele não honrou isso. Pelo contrário. Quem ganhou no PSB? Foi o ex-deputado Beto Albuquerque que tem ódio à Dilma e que sonha em ser ministro de um eventual governo de Michel Temer", disparou.

Agora, com o processo de impeachment sendo discutido pelo Senado, o vice-líder do governo diz esperar que a situação não se repita na Casa Alta. "Eu não acredito que o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), ex-ministro do governo Dilma, vá votar a favor do impeachment no Senado, mas como o filho dele, Fernando Filho (PSB), votou a favor do impeachment… Eu acho que aqui em Pernambuco, ou esse pessoal não tem mais força na Executiva Nacional do PSB, ou são ingratos", disse.

Para o parlamentar, se o PSB "tivesse fechado questão e atuado onde sempre estiveram, junto com o PT, PDT, PCdoB, a presidente Dilma não teria sofrido o impeachment. Esse já é o julgamento mais injusto da história, pois o TCU é um órgão auxiliar do Congresso Nacional. Quem derrota ou aprova conta é o Congresso Nacional. Nós sequer votamos essa conta. Este foi um julgamento fruto do ódio e da vingança desse bandido, esse ladrão, chamado Eduardo Cunha (PMDB-RJ, presidente da Câmara).

Apesar das críticas ao PSB, que foi aliado histórico do PT por quase duas décadas, Sílvio reconhece que faltou articulação ao governo para barrar a abertura do processo de impeachment na Câmara. "Em dois anos do governo Dilma, tivemos vários ministros da articulação política. Pepe Vargas, Eliseu Padilha, Ricardo Berzoini, Michel Temer, Berzoini de novo. Durante esses quarenta dias, percebi que nossa articulação política era sofrível, sem nenhum ataque ao ministro Berzoini, que se esforçou muito, mas só chegamos a este ponto por conta de nossa articulação política. Ficou difícil de reverter, pois, os deputados diziam que não confiavam nesse governo e não iriam votar. O governo prometia há dois anos um cargo estadual, um cargo federal , liberação de emenda e não honrava. Lamentavelmente, o governo perdeu a credibilidade na hora desse grande enfrentamento. Este foi o maior problema", destacou.

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