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Brasil

24/10/2013


PT testa base na Câmara para reduzir dependência em relação ao PMDB

EXPERIÊNCIAS

Em disputa cada vez mais acirrada com o PMDB na Câmara, o PT começou a fazer algumas experiências para testar a base aliada na Casa. O partido da presidente Dilma Rousseff tenta encontrar uma receita para reduzir a dependência em relação aos votos peemedebistas em votações estratégicas para o governo.

Reservadamente, líderes petistas confirmam que a ideia é criar uma relação mais horizontal com os partidos da base e até atrair apoio de legendas que já não compõem o governo.

No caso da minirreforma eleitoral, aprovada nesta semana, o PT bateu de frente mais uma vez com o PMDB. Mas conseguiu reunir apoios para o seu lado do tabuleiro de PP, PROS, PCdoB, PDT e até do PSB, que deixou o governo para assumir a candidatura de Eduardo Campos (PSB).

O PT pretende atender a algumas demandas de partidos médios na Casa para em troca poder contar com o apoio deles em casos de bolas divididas com o PMDB, sobretudo em matérias que mexam com a área econômica, como por exemplo, o Marco da Mineração, de deverá ser votado ainda este ano e promete ser tão polêmico quanto a MP dos Portos.

Com desfecho da minirreforma eleitoral, Eduardo Cunha deu prova de força ao PT

Ao direcionar o desfecho da votação da minirreforma eleitoral na Câmara, na noite de ontem, o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), mandou um recado claro ao Palácio do Planalto e principalmente ao PT: mostrou que a liberação de cargos estratégicos no governo federal e outros afagos autorizados pela presidente Dilma Rousseff ao PMDB equacionaram parte das tensões na articulação política, mas não significam que esteja “domado”, como chegaram a descrever alguns assessores palacianos.

O PT chegou a dar a minirreforma eleitoral como matéria enterrada. Mas as pressões da bancada peemedebista, sob orientação por Cunha, reabriram todo o processo e garantiram a votação da proposta na Câmara. Mais do que isso, a polêmica sobre a propaganda de campanha por placas e cartazes foi simbólica para o líder do PMDB.

O PT passou toda a última semana tentando negociar com Cunha e com o PMDB um acordo para permitir o uso de placas na eleição. Vários setores do partido da presidente Dilma procuraram o líder. No fim das contas, prevaleceu exatamente a proposta defendida desde o início por Cunha, que, de quebra, ganhou a oportunidade de investir no discurso em favor do barateamento das campanhas eleitorais em todo o país.

iG Poder

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