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Brasil

08/10/2013


PT vê risco de confusão em acordo de Campos e Marina

ELEIÇÕES 2014

Para integrantes do governo Dilma Rousseff, há um grande risco de o acordo entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a ex-ministra Marina Silva, da Rede, terminar numa bela confusão. “Conhecendo bem as figuras, há um grande risco. Não tem nada a ver um com o outro. São muito diferentes”, diz um ministro, em conversa reservada. Os petistas consideraram essa união um fato inesperado na política. “Foi uma iniciativa muito ousada. Pegou realmente todo mundo desarmado”, admitiu o representante do governo. Segundo ele, agora não haveria muito o que o governo fazer. O PT, avalia, deve consolidar a aliança nacional com o PMDB e o PDT. “Vamos seguir o nosso caminho. O que vai contar na campanha é a avaliação do nosso governo”, afirmou. Dilma não se manifestou.

A presidente orientou seus ministros a evitarem manifestações públicas sobre o acordo entre Campos e Marina. Os petistas vão também “esperar a poeira baixar”. Pretendem aguardar a reação de políticos que sempre estiveram ao lado de Marina e discordaram da aliança com Campos. Citam casos de descontentamento como dos deputados do Distrito Federal José Antonio Reguffe e Joe Valle (distrital), ambos do PDT. O “marineiro” Reguffe, o mais votado do DF, acha que Campos “é mais do mesmo” e representa “a velha política”. Agora quer apoiar Cristovam Buarque ou Pedro Taques (senadores) para a Presidência e ameaça também se lançar candidato a governador e concorrer com o senador Rodrigo Rollemberg (PSB). Joe Valle deixou o PSD para apoiar Marina. Como a Rede não saiu, foi para o PDT e se sentiu traído. É brigado com Rollemberg. Em outros Estados, há problemas semelhantes.

PPS vai analisar apoio à aliança
O PPS tem reunião hoje e deve analisar a união de Marina com Eduardo Campos. O vereador paulistano Ricardo Young, empresário e quadro da Rede, achava que Marina devia entrar no partido. E vai defender o apoio à ex-ministra.

Young ressalta que Marina não fez acordo com Campos em busca de vaga de candidata a presidente, mas afirma que a inversão dos nomes na chapa poderá ocorrer “dependendo do que for melhor para o projeto”.

O deputado Walter Feldman, agora no PSB, diz que quem mais sentiu os efeitos da união de Marina com Campos foi o governo. “Enquanto o Lula disse que foi um soco no estômago, Aécio me ligou de Nova York para dar parabéns a Marina”.

iG
 

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