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Brasil

06/07/2017


Revista NORDESTE: Bahia lidera na geração de empregos formais

Agropecuária, Administração Pública, Indústria e Serviços ampliam vagas e mantêm estado entre os que mais contratam

Todos os estados do Nordeste apresentaram perda de postos de emprego formal no primeiro quadrimestre de 2017. A Bahia foi o único estado da região a apresentar saldo positivo de empregos formais entre janeiro a abril de 2017, com geração de 2.155 novos empregos com carteira assinada. O saldo foi positivo em decorrência dos empregos criados pela Agropecuária (5.059), Administração Pública (+2.514 postos), Indústria de Transformação (+2.199 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (+1.554 postos) e Serviços (+171 postos).

Entre os doze subsetores da Indústria de Transformação, sete apresentaram criação de empregos formais. Os destaques foram para: a Indústria de Calçados (+1.509 postos), Indústria de Alimento e Bebidas (+729 postos), Indústria Química (+686 postos) e Indústria de Material de Transportes (+276 postos). No entanto, os setores do Comércio (-4.863 postos), da Construção Civil (-3.254 postos) e Extrativa Mineral (-222 postos) ainda sentem os reflexos da recente crise econômica.

No recorte municipal, as cidades que contribuíram para o resultado positivo na geração de empregos formais foram Luís Eduardo Magalhães, Itamaraju, Dias D´Ávila, Eunápolis, Jequié, Casa Nova, Jacobina e Barreiras, nesta ordem. Embora com saldo positivo no estado, municípios como Salvador, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Porto Seguro apresentaram os maiores saldos negativos no quesito.

Pernambuco tem maior perda de empregos

Pernambuco, Alagoas e Ceará foram os recordistas na perda de empregos formais. Os demais estados registraram perda de postos de trabalho no primeiro quadrimestre de 2017. O que menos perdeu empregos formais foi o Piauí (-756). Paraíba com -9.873, Maranhão com -7.243, Sergipe com -6.576, Rio Grande do Norte com -5.502.

Pernambuco registrou a maior perda de empregos formais no primeiro quadrimestre de 2017, com redução de 34.543 postos de trabalho. O saldo negativo foi decorrente, principalmente, em razão do baixo desempenho da Indústria de Transformação (- 17.957 postos), Agropecuária (-7.287 postos), Comércio (-4.427 postos) Serviços (-3.450 postos) e Construção Civil (-1.282 postos). Entre os municípios o recorte negativo foi para Recife, Sirinhaem, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca. 

Alagoas registrou saldo negativo no primeiro quadrimestre de 2017, eliminação de 32.489 postos de trabalho. Somente a Indústria de Transformação apresentou extinção de 27.299 empregos com carteira assinada. Houve forte queda da Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, fruto da finalização de processamento da cana-de-açúcar. Ceará apresentou o terceiro maior saldo negativo na região, com redução de 12.170 postos de trabalho, explicado pelo desempenho desfavorável dos setores do Comércio (-5.701 postos), Agropecuária (-1.737 postos) Serviços (-1.726 postos) e Construção Civil (-1.606 postos).  

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