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Ceará

28/04/2016


ZPE Ceará ganha nova área para refinaria e indústrias

A Zona de Processamento de Exportação do Estado do Ceará (ZPE Ceará) obteve a aprovação do processo de expansão da poligonal da estatal junto ao Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CNZPE), colegiado ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). A aprovação foi divulgada pelo governador Camilo Santana, após reunião com o ministro Armando Monteiro, nesta terça-feira (26).

A resolução segue agora para a aprovação da presidente Dilma Rousseff. Com a decisão, a ZPE Ceará passará de 4.271,4 hectares para 6.182,44 hectares, incorporando área de 1.911,04 hectares. A nova área será dividida por setores, sendo o Setor II Norte destinado para a captação de um projeto de refinaria compacta e moderna e o Setor II Sul para indústrias dos setores calçadista, têxtil, petroquímico, metalmecânico, agroindústria, granito e alimentos.

Após a aprovação da presidente da República, o passo seguinte será o alfandegamento da nova área junto à Receita Federal do Brasil (RFB) por trata-se de zona primária a ser gerida pela ZPE Ceará. Segundo o assessor Especial para Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Antonio Balhmann, a ZPE Ceará pretende atrair investimentos em diversas áreas, dentre elas pedras ornamentais e calçados, visando o mercado americano e componentes para a indústria de petróleo, visando a América Latina, por meio de empresas chinesas.

Balhmann lembra que, no mês passado, dez empresas do setor do granito de Espírito Santo já assinaram cartas de intenção para a instalação de unidades de produção na área da ZPE Ceará. Com uma vocação exportadora comprovada, o segmento de granito deve ser o próximo, depois do siderúrgico, a se instalar na ZPE. "Essas empresas possuem mercados conquistados para exportação, portanto, não terão dificuldades de se inserir no contexto internacional", explica.


INFRAESTRUTURA

De acordo com o presidente da ZPE Ceará, Mário Lima Júnior, qualquer indústria com foco em exportação é bem-vinda à ZPE, desde que obedeça à legislação que determina o direcionamento de 80% de sua produção para o mercado externo e 20% para o consumo interno. "Além dos benefícios fiscais, administrativos e cambiais oferecidos para as empresas que se instalarem na área da estatal, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), onde funciona a ZPE, oferece uma excelente infraestrutura com água, energia, mão de obra qualificada e transporte, incluindo rodovia, ferrovia e porto", comenta.

Mário ressalta que o Porto do Pecém é um dos melhores portos brasileiros em infraestrutura, com berços de 15 a 18 metros de profundidade e capacidade para receber navios de até 160 mil toneladas, movimentando anualmente cerca de 13 milhões de toneladas. "A navegação para o continente asiático hoje é feita pela África. A partir de 2017, ela passará a ser feita também pelo Canal do Panamá, reduzindo de forma significativa o tempo de deslocamento", conclui.

Redação com Secom-Ce
 

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