Bahia

Orquestra Sinfônica da Bahia comemora 39 anos e celebra presença de mulheres negras

Da área de projetos aos músicos, mulher negra falam sobre ocupar espaço em uma grande orquestra e bagagem diferencial que levam ao grupo.

 

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) completou 39 anos celebrando a presença de mulheres negras em sua formação.

Uma dessas mulheres é a Tainana Andrade, que está na OSBA desde 2013. Hoje, ela trabalha como assistente de produção e contou como foi a caminhada profissional.

“Eu era estagiária do Teatro Castro Alves, na época era 2012. Eu trabalhava na direção artística e aí surgiu uma vaga. Na época, eu estava terminando minha graduação e meio que casou, de, nesse momento, eu ser convidada para assumir a produção executiva”.

Sobre ser mulher negra, ocupando um espaço em uma grande orquestra, Tainana conta que tem bagagem para levar um diferencial ao grupo.

 

“Eu acho que a importância de eu estar aqui é porque eu acabo trazendo tanto esse diferencial que eu trago no corpo, então esse também é um espaço de disputa, de algum modo, eu assumir a minha negritude e estar aqui nesse espaço, nesse lugar, mas também o que eu trago de repertório e eu vou contribuindo dentro desse espaço também, para uma certa mobilidade do pensamento e da importância também de trazer outras pessoas que nem eu”.

 

Quem também faz parte do time da OSBA, mas no quadro de músicos, é a contrabaixista Jéssica Albuquerque. Ela é natural de São Paulo e mudou a vida para estar na orquestra.

“Eu vim fazer a prova aqui porque a minha professora da época que fazia aula com ela, ela comentou sobre a prova que teria aqui na OSBA, e aí eu fui, me joguei. Falei: ‘Vou fazer, vou correr atrás’, e aí me joguei e vim parar aqui. Deu tudo certo, graças a Deus”, contou ela.

 

“Para mim é especial estar nesse lugar, porque nem pensando muito, na verdade, eu já sou uma representatividade para muitas meninas negras no contrabaixo, que é um instrumento majoritariamente de homens, então é muito importante para mim estar nessa orquestra, na Bahia, em Salvador, no lugar que mais tem negros no país.

 

Com a pandemia, a OSBA não tem feito apresentações abertas ao público, apenas pela internet. Na quinta-feira (30), o grupo se juntou no TCA, para a transmissão de comemoração.

 

*G1BA


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